Cartões de crédito

Pagar aos poucos ajuda a poupar

13 | 02 | 2019   23.54H
Modalidade de pagamento fracionado dos cartões de crédito, por ter uma TAEG promocional, evita pagar juros sobre juros. E algumas ofertas não têm custos
João Moniz | jmoniz@destak.pt

Os chamados pagamentos fracionados são uma tendência crescente, aproveitando o facto de os cartões bancários continuarem a ser o meio de pagamento preferido dos portugueses (no artigo relacionado ao lado pode ver os melhores por categoria). O pagamento fracionado com cartões mais não é do que a possibilidade de se dividir uma determinada compra de bens ou serviços em prestações mensais fixas, à semelhança do que aconteceria com um crédito pessoal.

Esta modalidade de pagamento permite ao consumidor realizar uma compra com o seu cartão de crédito e, de acordo com as condições do seu cartão, ou descontar esse valor no seu plafond habitual ou transferir o montante gasto para uma linha de crédito paralela que possibilitará o reembolso da dívida em prestações mensais. Este reembolso poderá beneficiar de uma TAEG promocional e, nalguns casos, até mesmo de isenção de juros.

Ou seja, ao contrário do que acontece normalmente com o cartão de crédito, onde o juro é aplicado todos os meses sobre o saldo que permanece em dívida (o chamado juro sobre juro), no pagamento fracionado é definido inicialmente um plano de pagamentos com um juro único.

Esta solução acaba por sair mais em conta. Uma poupança que é ainda mais acentuada nos casos em que os operadores não cobram juros pelo pagamento fracionado. Apesar de esta não ser ainda uma funcionalidade presente na maioria dos produtos, a verdade é que os consumidores já têm à sua disposição um leque interessante de ofertas.

Na análise exclusiva que fez para o Destak, a plataforma ComparaJá.pt salienta alguns exemplos, como se pode ver em baixo.

SONAE (Cartão Universo)

Não tem anuidade; TAEG de 16,6%; 500€ de valor mínimo e 5000€ de valor máximo; Prazo mínimo de 3 meses e máximo de 12 meses

UNIBANCO (Cartão Classic e Cartão Atitude)

Não tem anuidade; TAEG de 16,1%; 300€ de valor mínimo e valor máximo não revelado; Unicamente para três prestações

ONEY (Cartão Jumbo)

Não tem anuidade; TAEG de 16,5%; 75€ de valor mínimo e valor máximo não revelado; Unicamente para três prestações

UNICRE (Cartão TAP Fly+)

Não tem anuidade; TAEG de 16,1%; 75€ de valor mínimo e valor máximo não revelado; Unicamente para pagamento de viagens TAP em três prestações

CETELEM (Cartão FNAC)

Não tem anuidade; TAEG de 16,6%; 160€ de valor mínimo e 5000€ de valor máximo; Unicamente para quatro prestações

BNI EUROPA (Cartão de Crédito Puzzle)

Não tem anuidade; TAEG de 16,6%; valor mínimo e máximo não revelado; Seis a 60 prestações

A possibilidade de se recorrer ao fracionamento sem quaisquer custos não é o padrão no mercado. O recurso à modalidade de compra repartida poderá implicar suportar juros, com uma TAEG praticamente ligeiramente inferior, ou mesmo igual, à que se aplica a todos os pagamentos com cartão de crédito que não sejam efetuados a 100% (ou seja, findo o período de crédito sem juros).

“Uma das maiores vantagens a assinalar no fracionamento de compras reside no facto de ser semelhante a um crédito pessoal, mas sem o tempo de aprovação que um pedido de empréstimo deste género implica - basta que o consumidor detenha o cartão a priori e que escolha esta modalidade, o que implica muito pouca (ou nenhuma) burocracia”, refere José Figueiredo, diretor-geral do ComparaJá.pt.

“O fracionamento de compras é especialmente vantajoso quando não há lugar à cobrança de juros. No entanto, os consumidores devem utilizar este benefício de forma consciente, assegurando que posteriormente têm efetivamente condições financeiras para reembolsar o valor devido, de forma a evitar potenciais situações de sobreendividamento”.

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