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Tempo de serviço dos professores não compromete confiança no PCP - Mário Nogueira

13 | 06 | 2019   05.01H

A votação no parlamento sobre o tempo de serviço dos professores não coloca um problema de confiança na relação com o PCP, garantiu Mário Nogueira, que entende a decisão que "terá tido em conta outros aspetos políticos mais gerais".

A votação final das alterações ao diploma da contagem do tempo de serviço dos professores, que a 10 de maio confirmou a reviravolta num processo que dias antes parecia ganho pelos docentes, foi também um momento pouco habitual na cena política nacional, em que o PCP votou contra as pretensões dos sindicatos, nomeadamente de uma das maiores federações - a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) - da central sindical - a CGTP - associada aos comunistas.

Depois de um apelo direto para uma viabilização da proposta da direita, que recuperava normas relativas a sustentabilidade orçamental - que tinham caído, dias antes, na votação na especialidade do texto final - mas que garantia o objetivo principal dos professores - a contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias - o PCP votou contra, com a justificação de que as normas avocadas por PSD e CDS-PP, para além de obedecerem a ditames de Bruxelas que os comunistas se recusam a aceitar, traziam acopladas uma revisão do estatuto da carreira docente, também inaceitável.

Destak/Lusa | destak@destak.pt