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Ficção, autobiografia e influência da música em escritores africanos em destaque na FLIP

12 | 07 | 2019   15.57H

(REPETIÇÃO) Paraty, Brasil, 12 jul 2019 (Lusa) - A influência da música e o encontro da ficção com a autobiografia foram tema do debate entre Kalaf Epalanga, de Angola, e Gael Faye, do Burundi, destaque de quinta-feira na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Brasil.

Epalanga, autor angolano do romance "Também os brancos sabem dançar" e Faye, do Burundi, que escreveu "Meu pequeno país", emocionaram o público brasileiro ao falar sobre o processo de composição destes livros que têm em comum a música e a presença do tema imigração, misturados num caldeirão onde o limite entre a autobiografia e a ficção se confunde.

"O livro [Também os brancos sabem dançar] nasceu do meu ponto de vista, mas senti que era interessante desdobrar esta história porque embora o livro fale sobre música o fio condutor é a imigração. Na primeira parte, o meu personagem tenta ir para o norte [da Europa] para conhecer o topo do mundo, e na segunda parte eu tento construir outro personagem que é o polícia que me prendeu quando tentei entrar na Dinamarca e acabei preso", contou Kalaf.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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