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Guiné-Bissau "é um país pedinte" com lideranças sem "respeito constitucional mínimo" - Carlos Lopes

14 | 07 | 2019   05.01H

O antigo responsável da ONU Carlos Lopes considera que a Guiné-Bissau é "um país pedinte", onde as lideranças "não têm um respeito constitucional mínimo" e com grande falta de credibilidade junto da comunidade internacional, cuja paciência "tem limites".

"O que é certo é que temos um conjunto de caraterísticas que são inverosímeis. Não temos nas lideranças um respeito constitucional mínimo. Há interpretações da Constituição que vão ao ponto de dizer que aquele que ganha as eleições não deve ser escolhido ou não deve governar, porque eu não gosto das políticas dele", afirmou o professor guineense, em entrevista à Lusa em Lisboa.

Para o académico, antigo secretário-geral das Nações Unidas e atual alto representante da União Africana para as parcerias com a Europa, a Guiné-Bissau precisa "de uma espécie de desígnio nacional das lideranças do país, muito mais comprometido com o futuro dos guineenses".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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