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vínculo, carreira e remunerações

Vigilantes da natureza exigem clarificação

11 | 08 | 2009   09.25H

Paulo Trindade, dirigente da Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública, disse à agência Lusa que os representantes dos vigilantes do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e responsáveis sindicais vão permanecer no local do protesto, marcado para as 11:30, "até serem recebidos" pela tutela.

O responsável sindical explicou que a iniciativa "prende-se com o facto de, quase nove meses depois de ter sido aprovado o novo regime da administração pública, os vigilantes da natureza continuarem a ignorar que futuro o Governo lhes reserva em termos de vínculos, carreiras e remunerações".

Paulo Trindade lembrou que "já em Junho passado" foi pedida uma reunião ao ministro do Ambiente, Nunes Correia, para que clarificasse a situação, pedido que "ainda continua sem resposta".

Sendo que "desempenham funções policiais e, inclusive, podem fazer detenções", os vigilantes reivindicam, nomeadamente, "que mantenham o vínculo de nomeação", precisou.

"Por outro lado, têm funções muito específicas e definidas, que não são enquadráveis em carreiras de regime geral, pelo que, tal com os profissionais da PSP ou da GNR, têm que manter uma carreira específica", acrescentou.

Os problemas relacionados com a degradação das condições de trabalho e a falta de meios materiais e humanos são outros pontos que a Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública quer ver esclarecidos.

Segundo Paulo Trindade, para toda a área do Parque Tejo Internacional "existe actualmente apenas um vigilante" e no Parque Natural do Douro Internacional "não existe qualquer vigilante".

O dirigente sindical lembrou que os "cerca de cem vigilantes" da natureza do ICNB têm a seu cargo a vigilância de todos os parques naturais e áreas protegidas do país e que estas situações, em altura de incêndios, "podem ter repercussões na protecção da flora e fauna e na fiscalização de fogos florestais".

Contactado pela Lusa, o ICNB escusou-se a fazer qualquer comentário sobre o protesto dos vigilantes da natureza.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • Sou vigilante e sinto toda essa verdade na pele, sou o unico no serviço da CCDRC na minha area de fiscalização tenho apenas um distrito todo por minha conta fiscalizando residuos, ren, ordenamento territorio e preservaçao e defesa da natureza, resumindo estou incubido de praticar fiscalizaçao sozinho sujeito as possiveis agressoes.
    pinto | 12.08.2009 | 10.15H
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