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Descarbonização da política energética chinesa vai prejudicar Angola - ONU

11 | 09 | 2019   15.52H

A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) alertou hoje que Angola, devido à mudança na política energética da China, deverá ver as receitas petrolíferas reduzidas, o que vai prejudicar o desenvolvimento económico.

"O cenário mais provável é que Angola será forçada a acumular parte das suas reservas petrolíferas, implicando uma redução no envelope financeiro geral, e se for este o caso, isso vai dificultar o desenvolvimento socioeconómico de Angola", escrevem os peritos da UNCTAD no relatório de 2019 sobre Matérias-Primas e Desenvolvimento, na parte que analisa a relação entre a China e Angola.

"A adaptação às medidas tomadas por terceiros e por outras economias deverá ter um impacto negativo para os países em desenvolvimento dependentes de matérias-primas, especialmente devido à esperada redução na procura global por matérias-primas à base de hidrocarbonetos", escrevem os analistas, lembrando especificamente o caso de Angola, cujas exportações de petróleo para a China representaram 47% do total em 2017.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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