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Magalhães/500 anos

Paragem do navegador no Brasil foi "ilegal" - historiador

14 | 09 | 2019   08.30H

A escala do navegador Fernão de Magalhães no Brasil há 500 anos foi "ilegal", à margem do estipulado no Tratado de Tordesilhas, e existem poucos relatos para evitar, à época, problemas diplomáticos, disse um historiador brasileiro.

Em entrevista à Lusa, o historiador brasileiro Samuel Pereira, coordenador do Grupo de Estudos de Trabalho Afro indígena (GETAI) no Cabo de Santo Agostinho, onde Magalhães aportou, explicou que a armada espanhola só começou a fazer registos oficiais após o Rio da Prata, entre o Uruguai e a Argentina.

"A presença dele aqui foi de pouca duração", mas a informação sobre essa escala "ficou um pouco escondida, porque no primeiro artigo do contrato de Fernão de Magalhães com o Rei de Espanha, dizia que eles não poderiam aportar em terras portuguesas, devido ao Tratado de Tordesilhas, que proibia essa ação", disse Samuel Pereira.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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