saúde

Técnicos de ambulância recebidos pela tutela

13 | 08 | 2009   09.22H

Segundo o presidente do STAE, Ricardo Rocha, a delegação será recebida durante a tarde de hoje pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, e por responsáveis do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em Lisboa.

A reunião com a tutela vem no seguimento do pré-aviso de greve para Setembro, lançado terça-feira por estes técnicos, que ameaçam deixar de transportar doentes com gripe A (H1N1) caso o Ministério da Saúde (MS) não avance com a carreira de técnico de emergência pré-hospitalar.

Depois de a tutela ter anunciado publicamente o avanço da nova carreira e o STAE ter chegado a um acordo final com o INEM, em Junho passado, o dirigente sindical acusa o ministério de "falta de vontade política" para finalizar o acordo.

"Neste momento há 700 técnicos [de ambulância de emergência] que estão ilegais a fazer socorro. Teoricamente, os técnicos não existem, nem como profissionais, nem como carreira", criticou Ricardo Rocha, lembrando que estes profissionais asseguram 80 por cento do socorro nas principais cidades do país.

"Não estamos a pedir para ganhar mais, o que pedimos é para ter mais formação e competências para ajudar mais as pessoas", salientou.

Em resposta à Lusa, fonte do MS referiu que o "trabalho com o sindicato está a decorrer" e que a criação da carreira de técnico de emergência pré-hospitalar é "um assunto com grande complexidade técnica e jurídica que exige auscultação de várias organizações de natureza profissional".

Se continuarem sem resposta, o sindicato ameaça levar a cabo uma greve de zelo, ainda sem data específica.

Entre as implicações do protesto podem estar o atraso na saída de ambulâncias e o transporte para os hospitais nos casos em que não esteja em causa a vida dos doentes, bem como o transporte de doentes com gripe A (H1N1), que implicam cuidados extra das equipas e a desinfecção das viaturas.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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