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Se literatura não vencer redes sociais então "não serve para nada" -- Joel Neto

16 | 11 | 2019   19.21H

Literatura e redes sociais estiveram em discussão hoje no evento Arquipélago de Escritores, que decorre nos Açores, tendo Joel Neto afirmado que se a literatura "não vencer os grilhões do seu tempo" então "não serve para nada".

"Se a literatura não conseguir reclamar para si o espaço onde seja capaz de viver e resistir, então ela não foi literatura. Não foi capaz de superar os entraves do seu tempo. Não consegui tocar as pessoas, por um lado e em primeiro lugar, em segundo lugar, também não conseguiu vencer os grilhões do seu tempo. Se a literatura não vencer os grilhões do seu tempo, não serve para nada", avançou à agência Lusa o escritor no final da conversa intitulada "Tempo da literatura 'versus' tempo das redes sociais", que decorreu em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O autor de "A Vida no Campo" e "Arquipélago" disse que, apesar de os escritores poderem "viver perfeitamente sem redes sociais", no seu caso, a utilização destas plataformas significou um aumento do número de leitores.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • Quem é o Joel Neto? Em tempos que já lá vão, fui leitor de Fernando Pessoa, editado pela Ática, com aquele grafismo despojado de mariquices. Deixei de ser, de Fernando Pessoa e de qualquer escritor português, leia-se aqui poesia e prosa. Um belo dia acordo e tudo era Fernando Pessoa. As chávenas de café, as lapiseiras, os sacos das compras, talvez até o papel higiénico. Acordo e todos sabiam de Fernando Pessoa e falavam de Fernando Pessoa e explicam Fernado Pessoa e interpretavam Fernando Pessoa. Nestas alturas quem for diferente do 'mainstream' é ignorante. E assim fiquei, na minha santa ignorância. Mandei este proxenetismo bacoco às urtigas e foi ponto final. Autor português agora, tem que ser autor de um livro de História, uma Biografia para me conseguir vender o seu exemplar. Andam por aí uns "escritores" que só de lhes olhar para a cara ficamos logo conversados, é que nem a prosápia passa. Porque se for em papel, vai logo para o lixo, televisão não vejo e rádio também não. E aqui, só vejo o que quero e só oiço o que quero. De qualquer modo atrevo-me a dar um conselho aos escritores. Escrevam e calem-se! É que não há pachora para tanta bacorada, saída de certas cloacas, que aparecem nos 'meios de comunicação social'.
    Dono dos Burros | 16.11.2019 | 20.41Hdenunciar comentário
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