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ano lectivo

Acordo Ortográfico nas escolas adiado para o próximo Governo

02 | 09 | 2009   09.22H

Contactadas pela Agência Lusa, as editoras responsáveis pela elaboração dos manuais escolares afirmam desconhecer os planos do Governo sobre esta matéria e salientam que nenhuma indicação foi dada às editoras sobre como e quando deverão ser preparados os manuais escolares segundo o novo Acordo Ortográfico (AO).

As duas principais entidades responsáveis pela elaboração de manuais - Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e Grupo Leya - afirmam que só o Ministério da Educação (ME) pode esclarecer sobre a adaptação dos livros escolares ao novo AO.

"O Acordo Ortográfico não está introduzido na edição escolar porque isso depende de directivas do Ministério da Educação (ME) e, que seja do conhecimento dos editores escolares, não há neste momento qualquer plano do ME para introduzir o Acordo Ortográfico no ensino em Portugal", disse fonte da comissão de livros escolares da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

Por seu lado, o Ministério da Educação esclareceu a Agência Lusa de que este Governo não tomou qualquer decisão sobre a introdução do Acordo Ortográfico nas escolas.

Assim, a APEL realçou que as edições de manuais continuam a ser desenvolvidas "com a grafia actual do português como o conhecemos".

"Não sabemos em que ano lectivo será introduzido o Acordo Ortográfico, nem sabemos em relação a que anos escolares: se será introduzido apenas no básico ou no em todos os anos lectivos", salientou.

A falta de uma "atempada decisão" acerca de uma data concreta poderá pôr em causa a pontualidade dos manuais, porque cada um deles "demora cerca de 18 meses a ser desenvolvido", referiu.

"E depois a tradução para o Acordo Ortográfico não se refere apenas aos manuais de português, mas aos de todas as disciplinas dos 12 anos de escolaridade. Como se pode imaginar, é um esforço enorme, uma tarefa quase hercúlea", acrescentou.

Fonte do Grupo Leya remeteu para o Ministério da Educação qualquer esclarecimento, recusando não fazer comentários.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi ratificado por São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil e Portugal.

O ministro da Cultura português, José António Pinto Ribeiro, tinha indicado que o Acordo Ortográfico deveria ser aplicado, a nível oficial e em todos os meios de comunicação social, "o mais tardar em 1 de Janeiro de 2010".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: DR
DR | © DR

7 comentários

  • PONTO FINAL,você não precisa que eu diga mais alguma coisa,ao que diz no seu comentário.___Parabéns.
    112 | 02.09.2009 | 22.42Hver comentário denunciado
  • Com (acordo...) ou sem acordo...a maioria dos "pretugas" escreve, em cada três palavras, uma tem erro Ortográfico...carago...?
    Barrabás | 02.09.2009 | 13.50Hver comentário denunciado
  • Mas nós podemos dominá-los. Se cada português escrever diariamente num pequeno papel "EU NÃO QUERO O ACORDO ORTOGRÁFICO" e o deixar num sítio qualquer ou até oferecer a um polícia ou a um empregado de um balcão de um banco ou quando vai pagar uma conta às finanças, ou noutro sítio qualquer, esses senhores vão ver quem manda no país. Eu vou já começar a fazê-lo. Acho que estou mesmo a olhar ali para a secretária e a ver a utilidade daquele caderninho9 de "post-its"... Basta um por dia.
    COMPRIMIDO | 02.09.2009 | 13.12Hver comentário denunciado
  • Os pais devem se juntar numa associação nacional com o objectivo de combater os lobys das editoras e das associações que estão neste momento todas pagas pelos grupos (Leya e Porto), tais como APEL, UEP, CONFAP......
    Todos os senhores destas associações são pagos para apioar as editoras nas suas estratégias e se até aqui ainda existia rivalidade entre Manuel Ferrão (Texto Editora) e Vasco Teixeira (Porto) e Americo Areal (ASA), agora existe os amigos por negocio "dinheiro" Isaias Teixeira e Vasco Teixaira.
    Vão unir tudo com o objectivo de mandar em tudo neste negocio de milhões.
    O Governo não vai conseguir fazer nada porque é impotente para jogar neste campo e incompetente para legislar.
    Tem que existir espirito de iniciativa e sacrificio para conseguir combater estes dois gigantes da Educação sem ser comprado ou aniquilado por eles.
    Todos os Pais ganham com a união, mas esqueçam os velhas associações estão todas compradas pelos Gigantes.
    Associação de Pais do Sec. XXI | 02.09.2009 | 12.35Hver comentário denunciado
  • Quando foi para vender dicionarios com o Acordo Ortográfico as editoras estavam empenhadas em fazer loby para venderem os novos dicionarios, agora que é para alterar os livros de acordo com os dicionarios que andam a vender o Ministerio é que sabe!
    Grupo Leya e Porto Editora estão a unir esforços para dominarem o mercado de tal forma que o Governo vai ser um mero espectador e os os pais os palhaços que vão pagar o espectaculo, mas bem caro a preços IMPOSSIVEIS.
    Teya | 02.09.2009 | 12.17Hver comentário denunciado
  • Vejam lá se os Americanos e Ingleses necessitam de acordo ortográfico para se entenderem. Somos estúpidos nós, os portugueses e os brasileiros e os das antigas colónias? Estão a insultar-nos? O Acordo Ortográfico não é necessário nem tem sentido, há é ditadores a desejarem impô-lo por interesse de certos grupos económicos, decerto.
    PONTOFINAL | 02.09.2009 | 11.02Hver comentário denunciado
  • O acordo ortográfico não existe, é fictício e trata-se de um abuso de representação de quem o votou. O povo português confiou nos seus deputados, mas estes ao que parece uma vez eleitos partem para os abusos. E o povo português deixa de confiar nos seus deputados. Assim que os novos ditadores impuserem o Acordo Ortográfico eu passa a escrever em inglês.
    PONTOFINAL | 02.09.2009 | 10.57Hver comentário denunciado
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