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Duas rodas

A 'loucura' pelas motos 125

08 | 09 | 2009   13.35H

Portugal é um país de automóveis, ao contrário do que sucede em países como Itália, Holanda, ou mesmo Espanha, onde o mercado dos motociclos têm uma importância elevada. Mas essa tendência parece poder vir a mudar.

Desde a entrada em vigor da "Lei das 125", a 14 de Agosto, que os titulares de carta automóvel com mais de 25 anos de idade estão habilitados a poder conduzir motociclos de 125 cc (cilindrada mais habitual nas scooters) - os mais novos têm de fazer um teste.

De acordo com a Associação Automóvel de Portugal, os motociclos de cilindrada entre os 51cc e 125cc aumentaram expressivos 195,2% em Agosto deste ano relativamente ao mesmo mês de 2008 - 803 unidades vendidas. Estes números reflectem-se na ruptura de stocks e listas de espera para alguns modelos que se têm verificado em muitos concessionários do País. O aumento da procura surpreendeu os vendedores.

André Santos, vendedor do concessionário lisboeta da Yamaha (líder de vendas em motociclos com mais de 50cc) Motor 7, admitiu ao Destak que a procura de modelos de 125cc «foi surpreendente nas últimas semanas». Modelos como a evoluída máxi-scooter X-Max 125cc (4125 euros) e a YBR 125 Custom (2495 euros) têm tido grande procura e «há modelos esgotados, como a WBR 125 X». Com consumos entre os 2,4 e os 2,9 litros aos 100km, o vendedor destaca os «500km que um depósito de 12 litros pode fazer».

Mais a norte, no Porto, Ferreira Pinto, sócio-gerente do concessionário da Piaggio (com aumento de 374% de vendas em Agosto), admite o sucesso recente. «A procura tem sido imensa, ainda estamos a assimilar». O modelo «de eleição» é a Vespa, «está na moda e notou-se a diferença desde 14 de Agosto». O responsável acredita que a nova lei «vai mudar o mercado das duas rodas», permitindo que as motos «comecem a circular com mais frequência nas cidades, como se viu acontecer em Espanha» e o seu uso «se generalize em Portugal».

Vantagens das duas rodas

Trânsito Motociclos passam pelo trânsito citadino com grande facilidade e atingem o local desejado em muito menos tempo que um carro

Estacionamento Podem estacionar quase em qualquer sítio sem stress nem custos de parqueamento

Consumo As motos são duas a três vezes mais poupadas que um carro

Ambiente Estudo do Instituto Superior Técnico concluiu que existiriam poupanças de 54 mil toneladas de CO2, 6
milhões de euros e 96 hectares de cidade mais livre se 10% dos automobilistas mudassem para motociclos (nas cidades usa-se mais as scooters)

João Tomé | jtome@destak.pt

2 comentários

  • Sim é verdade tudo isso.
    A vertente racional aliada ao imenso prazer...
    don corleone | 10.09.2009 | 14.14H
  • As pessoas deveriam andar mais de moto pois gasta menos que um carro e teriam mais vantagens em o fazer tais como; lugar para estacionar, nao paga parquimetro o transito só ve-lo *_*
    vitor batista | 08.09.2009 | 18.20H
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