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Luanda Leaks

Isabel dos Santos não quereria ter filhos aqui, diz ex-moradora da Área Branca

25 | 01 | 2020   11.49H

O cenário poderia ser paradísico: uma ilha de areia clara bordejada de palmeiras, frente à marginal de Luanda, um espelho de água onde volteiam algumas aves, a placidez silenciosa das embarcações de pesca.

Poderia, mas não é. Em vez dessa paisagem quase idílica, são visíveis montanhas de lixo, o cheiro da putrefação, os casebres de chapa e as omnipresentes moscas a apoquentar os antigos moradores da Areia Branca, que ali se instalaram depois de expulsos daquela ilha para um projeto urbanístico que não chegou a acontecer.

Talita Miguel chama-lhe o "massacre do dia 01 de junho de 2013" e compara-o ao 27 de maio de 1977, quando um alegado golpe de uma fação dissidente do Movimento Popular de Libertação de Angola, o partido que governa Angola há quatro décadas, resultou na morte de milhares de pessoas.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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