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Eutanásia

Antigo secretário de Estado da Saúde José Martins Nunes rejeita "retrocesso civilizacional"

14 | 02 | 2020   10.14H

O médico e antigo secretário de Estado da Saúde José Martins Nunes defendeu hoje que a despenalização da eutanásia não é uma questão de consciência individual, nem um sinal de progresso civilizacional.

"Legalizar a morte provocada (assistida) é um retrocesso civilizacional, ao desprezar os valores humanistas e solidários, assim como os conceitos éticos e morais de uma sociedade que deve ter a vida como objetivo primordial", disse o médico à agência Lusa.

Na opinião do antigo governante no XII Governo Constitucional, um Estado "deve, sim, disponibilizar, em nome da dignidade do final de vida, os recursos científicos e técnicos disponíveis e hoje existentes - medicina paliativa -, para que se reforcem os laços de uma sociedade profundamente humanista e não que o Homem seja transformado em utilitarista do seu corpo, em nome de uma liberdade individual, que alguns querem transformar em mera questão de decisão de consciência".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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