UTAO diz que descongelamento das carreiras não foi bem orçamentado
A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) refere, num relatório sobre a Conta Geral do Estado (CGE) de 2018, que o descongelamento das carreiras na função pública não foi suficientemente orçamentado nas rubricas de despesa com pessoal.
No relatório da UTAO sobre a CGE de 2018, hoje divulgado, e a que a Lusa teve acesso, a UTAO menciona a "desadequada avaliação do impacto orçamental das medidas de política salarial, designadamente o descongelamento de carreiras, que originou o insuficiente financiamento da rubrica de despesas com pessoal".
"A medida relacionada com reformas antecipadas sem penalização para longas carreiras registou uma despesa 3,86 vezes superior ao valor previsto. O congelamento nominal do consumo intermédio não foi implementado. A regra de emprego público que previa, para 2018, a entrada de dois trabalhadores nas AP [Administrações Públicas] por cada três que saíssem também não foi concretizada", enumeraram também os técnicos do parlamento.

