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Investigadores portugueses revelam estrutura da cor azul usada em iluminuras medievais

17 | 04 | 2020   20.00H

Um grupo interdisciplinar de investigadores portugueses "desvendou" a estrutura química de um corante azul utilizado em iluminuras de manuscritos medievais, que concluiu estar numa "nova classe por si só", segundo um estudo hoje publicado.

Num artigo intitulado "Um mistério de 1.000 anos desvendado", publicado hoje na Science Advances, investigadores do Laboratório associado para a Química Verde, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em conjunto com académicos das universidades de Aveiro, Lisboa e Porto, explicam que o que distinguia a planta - de nome 'Chrozophora tinctoria' - de outras fontes naturais medievais para tingir ou produzir tintas "era que, até agora, a estrutura da cor azul permanecia desconhecida".

"Para abordar este mistério, o nosso grupo interdisciplinar reuniu uma equipa de químicos com experiência na identificação de produtos naturais: cientistas de conservação, a trabalhar na reprodução de cores medievais, e uma bióloga com grande conhecimento botânico da flora portuguesa", pode ler-se no artigo, que realça que este esforço multidisciplinar foi fundamental.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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