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Bolsonaro tem "acusações mais graves" que Dilma para ser destituído - senador brasileiro

16 | 05 | 2020   10.30H

O senador brasileiro Angelo Coronel considera "muito mais graves" as acusações feitas contra o chefe de Estado, Jair Bolsonaro, nos seus cerca de 30 pedidos de destituição, do que as que tiraram do poder Dilma Rousseff.

Angelo Coronel (Partido Social Democrata), que é também presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das 'fake news' no Brasil, disse, em entrevista à Lusa, que as celebrações públicas feitas por Bolsonaro acerca do período ditatorial (1964 a 1985) são muito graves e passíveis de destituição.

"São muito, muito mais graves [do que acusações contra Rousseff]. Hoje não podemos incitar a população à volta do 'AI-5' [Ato Institucional que vigorou na ditadura] que torturou pessoas, torturou a imprensa. As pessoas não tinham direito a falar, políticos eram apanhados e torturados, Congresso Nacional fechado, Supremo Tribunal Federal subserviente. Não podemos. Não queremos que o Brasil se transforme numa Venezuela", afirmou o senador.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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