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cinema

Cinemateca canadiana homenageia Manoel de Oliveira

09 | 10 | 2009   09.43H
A Cinemateca do Ontário, integrada no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, exibe a partir de hoje uma retrospectiva de 13 filmes em homenagem à obra do cineasta português Manoel de Oliveira.
Destak/Lusa | destak@destak.pt

Esta apresentação é feita em “reconhecimento de Manoel de Oliveira como um dos grandes mestres do cinema a nível mundial”, explicou à Agência Lusa Andréa Picard, programadora da cinemateca canadiana.

“Manoel de Oliveira representa uma linhagem de realizadores no fim de uma época, quer pelo tempo, por ter chegado a realizar filmes mudos, como pelo importante contributo que deu para o cinema, como para o neo-realismo, com a película Aniki-Bóbó” (de 1942), adiantou.

“Mesmo perto dos 101 anos de idade, ele continua a realizar filmes de forma vibrante e enérgica como que num desafio aos realizadores mais jovens”, salientou Picard.

Intitulada “Tempo recuperado”, esta resenha é composta por treze filmes de Manoel de Oliveira, num percurso desde os primórdios da carreira ao momento presente e conta com os apoios do Instituto Camões e do Instituto do Cinema e do Audiovisual português.

Na selecção, a intenção foi fazer uma viagem pela películas mais antigas do cineasta luso e de projecção inédita ou rara no Canadá, passando por favoritos ou conhecidos, por neles participarem actores como John Malkovich ou Catherine Deneuve, chegando aos mais recentes, incluindo o seu último filme “Singularidades de uma Rapariga Loira”, de 2009.

Além das películas já mencionadas, a lista a apresentar contempla a primeira realização do cineasta, “Douro, Faina Fluvial", de 1931, assim como “O Passado e o Presente (1971)”; "Benilde ou a Virgem Mãe" (1974); “Amor de Perdição” (1978); “Francisca” (1981); “Vale Abraão” (1993); “A Carta” (1999); Vou para Casa” e “Porto da minha infância” (2001) e “O Filme Falado” (2003).

Os responsáveis da Cinemateca do Ontário decidiram incluir ainda neste ciclo a película “Belle de Jour” (1967), do francês Luis Buñuel, inspiradora da sequela “Belle Toujours”, realizada por Oliveira quatro décadas depois.

A colaboração com os institutos portugueses foi crucial, a fim de a permitir aceder aos filmes mais antigos de Oliveira, já fora do circuito de distribuição, disse a programadora

Apesar de inicialmente agendada, a deslocação a Toronto de Manoel de Oliveira para estar presente durante este ciclo da Cinemateca TIFF, o que “coroaria” a iniciativa, foi cancelada à ultima hora, revelou, desapontada, a responsável.

Este ciclo será apresentado até 02 de Novembro na Cinemateca do Ontário, instituição integrada na organização do reputado Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF).

OE

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