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Incêndios

Empresas florestais temem "grandes catástrofes" após menor procura na limpeza

29 | 05 | 2020   13.46H

A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) diz que, independentemente da prorrogação do prazo de limpeza de terrenos florestais, este ano houve menos procura dos proprietários por estes trabalhos e teme "grandes catástrofes".

"Se se conjugarem os fatores que se observaram em 2017, no que diz respeito às alterações climáticas, de todos esses picos que surgem de calor e ventos, vamos enfrentar este ano grandes catástrofes, não tenho dúvidas disso", afirmou o presidente da ANEFA, Pedro Serra Ramos, em declarações à agência Lusa, considerando que a limpeza de terrenos florestais é um "problema de fundo", que ultrapassa a questão do prazo.

Em relação à procura pelos trabalhos de limpeza de terrenos, "o ano de 2018 foi claramente atípico", em consequência dos grandes incêndios em 2017, mas "em 2019 já houve menos limpeza e em 2020 já houve menos limpeza, porque as pessoas não têm dinheiro", indicou o representante das empresas florestais, reforçando que tal é um ónus para os proprietários, sem contrapartidas na rentabilidade económica da floresta.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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