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Projeto celebra a música de Cabo Verde e Guiné-Bissau sem paternalismo nem revivalismo

07 | 06 | 2020   09.27H

O projeto Bandé-Gamboa, que junta duas bandas intergeracionais da Guiné-Bissau e Cabo Verde, lança este mês o seu disco de estreia, à procura de conquistar jovens em África e no Ocidente, sem paternalismo nem filtros estéticos presos nos anos 70.

Com a chancela da editora francesa Heavenly Sweetness, o projeto criou dois grupos "all-star" - um de Cabo Verde, outro da Guiné-Bissau - com músicos novos e velhos que recriaram canções antigas, navegando na contracorrente da maioria dos trabalhos hoje feitos no Ocidente, com editoras fixadas na sonoridade dos anos 70 do continente africano, contou à agência Lusa o produtor do projeto Bandé-Gamboa, Francisco "Fininho" Sousa.

No livro que acompanha o álbum, o também DJ português explica que, após 20 anos de uma "procura obsessiva" por vinis e CD africanos, encontrou "três aspetos cruciais" nas edições contemporâneas e "revivalistas" da música de África: os discos raramente são comprados por africanos ou afrodescendentes; a dimensão da cultura africana fica reduzida a géneros como reggae, soul, funk ou rock psicadélico; e os compradores focam-se numa "determinada estética 'old school' que transformou uma fase musical arbitrária no padrão atual da música africana no Ocidente".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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