Canal História assinala 20 anos da queda do Muro de Berlim
A programação especial inclui seis documentários actuais e exclusivos, de produtoras alemãs, entrevistas com antigos guardas do muro, espias, políticos, jornalistas, fugitivos e engenheiros, material de arquivo, vídeos amadores e filmes de propaganda, a reconstrução do muro de Berlim com tecnologia CGI e a estreia Mundial da produção própria “O exército secreto da NATO”.
Há 20 anos atrás, “uma forte ânsia de liberdade”, segundo a chanceler Angela Merkel, levou ao fim do muro de Berlim, uma fronteira de cimento que durante 28 anos separou a Alemanha Ocidental da República Democrática Alemã.
Para celebrar este importante facto internacional, que contribuiu para a reunificação da Alemanha e o fim da Guerra-Fria, o canal de História exibe de segunda-feira, dia 9 de Novembro, até domingo, dia 15, sempre às 22h00, o especial de programação “Berlim, 20 anos sem o
muro”.
No dia em que se celebra o 20º aniversário deste marco histórico, ficamos a saber que a queda do muro de Berlim teve na sua origem um erro desencadeado por Günter Schabowski, porta-voz do Politburo que, a 9 de Novembro de 1989, leu, em directo numa conferência de imprensa, uma nota do seu superior Ego Krenz anunciando a aprovação de uma lei que permitia os alemães deixar a RDA.
“Foi como se um sinal do espaço tivesse electrificado a sala” recorda Tom Brakow, correspondente da NBC. “O erro de Schabowski” é um
documentário revelador que estreia dia 9 de Novembro e acompanha a
trajectória dos protagonistas, partindo do contexto hostil que se vivia em 1989, antes da queda, até à abertura da fronteira mais defendida do mundo.
Momentos antes da queda do muro, do fim do Bloco de Leste e da reunificação da Alemanha, ocorria na cidade de Leipzig o princípio do fim da Cortina de Ferro. “O Milagre de Leipzig” é um documentário impressionante que retrata a manifestação livre e silenciosa que reuniu setenta mil pessoas e que fez prevalecer a vontade do povo perante a opressão do estado, preparando o terreno para acabar com a ditadura da Alemanha de Leste.
Nesse dia, dez mil polícias armados tinham ordens para dissolver a
manifestação considerada a maior desde que o levantamento de 1953 foi esmagado de forma trágica pelos tanques soviéticos. Contudo, a multidão em crescendo e o aumento do apoio da cidadania paralisaram o regime comunista. Um momento único que poderá ser revisto dia 10 de Novembro.
“Após o muro de Berlim” é o documentário que se segue no dia 11 de
Novembro e que retrata, segundo o testemunho de pessoas que chegaram a conhecer a Alemanha de Leste e valorizando diferentes pontos de vista, a vida depois do fim da República Democrática Alemã. Este trabalho recorre a fontes de material inédito como filmes, propaganda, fotos e documentos para retratar os desejos, as esperanças, as necessidades e os medos da população.
No dia 12 de Novembro embarcamos numa emocionante viagem no tempo para contar a história que levou à adesão de muitos dos antigos países comunistas à União Europeia em “A Revolução em directo”, um programa que explica como a tecnologia de satélites, chave na Guerra Fria, deu passagem a uma nova era de fluxo de informação livre, que finalmente fez cair a Cortina de Ferro.
“A queda do muro de Berlim” exibe, dia 13 e 14 de Novembro, uma compilação de entrevistas com antigos guardas do muro, espias, políticos, fugitivos e engenheiros cujos depoimentos são intercalados com material de arquivo inédito, vídeos caseiros e filmes de propaganda que proporcionam um surpreendente relato deste país dividido em dois.
O Canal de História encerra dia 15 de Novembro o especial
“Berlim, 20 anos sem o muro”, com a estreia mundial da produção própria “O Exército secreto da NATO”, um documentário realizado por Andreas Pichler vencedor do prémio alemão “Grimme Award” e que retrata a existência de uma rede obscura que, ao longo das décadas de 60, 70 e 80, existiu para prevenir o avanço das forças
comunistas na Europa espalhando o terror.
Através do testemunho de formandos terroristas, ex agentes da CIA, diplomatas e investigadores da polícia, somos confrontados com a existência de uma organização clandestina que influía na política interna durante a Guerra Fria, em diversos países europeus, através de uma estratégia de tensão, inicialmente atribuída a radicais extremistas.


