Exército vai dar atenção especial aos soldados com 'stress'
O Exército norte-americano dará atenção particular aos soldados com sinais de 'stress' para que recebam ajuda, depois do tiroteio que matou 13 pessoas quinta-feira na base de Fort Hood (Texas, Sul), disse hoje o seu comandante.
O atirador, o psiquiatra muçulmano Nidal Malik "Hasan era um soldado. E nós temos outros soldados que podem sofrer do mesmo stress e darem os mesmos sinais do que ele", declarou o comandante da base, general Robert Cone durante uma conferência de imprensa.
Segundo a sua família, Hasan queixava-se de ser perseguido no Exército por ser muçulmano e temia ser enviado em breve para o Afeganistão. Ele tentava deixar o Exército e negociar o pagamento dos seus estudos.
"É responsabilidade de todos garantir que tomamos conta dos nossos", lembrou o general que afirmou ter "ordenado aos comandantes em Fort Hood garantir que as pessoas que sofrem vão ser ajudadas".
Segundo o general Cone, a religião dos soldados não terá qualquer papel neste esforço de identificação. O atirador, um militar de origem palestiniana tinha-se manifestado contra as guerras no Iraque e no Afeganistão.
"Procuramos as pessoas que tenham problemas pessoas pesados e comportamentos que não estejam ligados à religião", assegurou.
Segundo as primeiras conclusões do inquérito, reveladas sábado à noite, o suspeito parece ter agido sozinho na base texana de Fort Hood, mas a polícia não exclui a possibilidade de ele ter querido perpetrar um atentado suicida.
"Vamos muito seriamente examinar nas nossas fileiras e procurar tudo o que possa ser feito para evitar" este massacre, afirmou o general Cone.
Hasan começou a falar com a equipa médica, anunciou entretanto o Exército norte-americano, quatro dias depois do massacre que causou 13 mortos e 28 feridos.



