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cultura

Carris ofereceu primeiros livros de bolso a passageiros

12 | 11 | 2009   14.48H

No próximo dia 19, a empresa vai distribuir nos seus 750 autocarros e 55 eléctricos 25 mil pequenos livros com um capítulo da obra "Querido Gabriel", traduzida em 18 línguas, onde o norueguês "Halfdan Freihow descreve a sua relação com o filho mais novo, a quem foi diagnosticado autismo aos 13 anos.

Até ao final de 2010, serão oferecidos mensalmente e em igual número excertos de outras obras literárias lançadas pela editora Objectiva - como a história de vampiros "A Estirpe" ou o manual escrito por uma criança de 12 anos "Como conquistar uma miúda" - para tornar as viagens mais agradáveis e promover hábitos de leitura".

"Vamos ao encontro de muitos gostos para pôr os portugueses a ler mais. Ao mesmo tempo, queremos melhorar a mobilidade em Lisboa, aumentar a sua qualidade, torná-la mais sustentável", disse à Lusa o presidente da Carris, José Manuel Rodrigues, durante a viagem de divulgação do projecto, no eléctrico 15, que liga a Praça da Figueira a Algés (Oeiras).

Na iniciativa esteve também o autor de "Querido Gabriel", para quem a leitura nos transportes públicos pode compensar algum isolamento: "Costumo comparar o autismo a estar no meio de estranhos. E quando se entra num autocarro estamos rodeados de desconhecidos, de quem nada sabemos, o que pode ser uma experiência de certa forma autista".

Jorge Andrade, um dos primeiros passageiros a conhecer o "Ler entre Linhas", disse à Lusa que a escolha do primeiro livro foi "uma boa ideia" para informar muito mais pessoas sobre o autismo e talvez fazê-las compreender melhor a doença.

Habituado a consultar os jornais gratuitos nos transportes públicos, Jorge afirma que irá incluir os livros de bolso nas suas leituras.

Também José Ferreira, utilizador diário da Carris, aplaudiu a "boa iniciativa", apesar de nem sempre conseguir ler nos transportes: "Às vezes leio o jornal, mas com os movimentos fico tonto, tenho de esperar por chegar ao café ou a casa".

Ainda assim, o reformado mostrou-se "muito curioso" para conhecer os excertos das obras, até porque, como vários passageiros, considera que "o que é oferecido é bem-vindo e se tiver utilidade ainda melhor".

Quanto aos custos do programa, o presidente da empresa pública explicou que os livros de bolso são da responsabilidade da Objectiva, que assim promove novos títulos.

À Carris cabe apenas pagar aos jovens que distribuem a oferta.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: DR
Carris ofereceu primeiros livros de bolso a passageiros | © DR
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