Hospital São Bernardo integra rede mundial no combate ao cancro da mama
A Unidade de Senologia do Hospital São Bernardo integra a primeira Rede Internacional de Unidades dedicadas ao diagnóstico e tratamento de Cancro da Mama (SenoNetwork) pela qualidade de trabalho e experiência adquirida em mais de 150 operações por ano.
A SenoNetwork visa desenvolver sinergias entre as diferentes unidades da mama de forma a melhorar a prestação de médicos e enfermeiros no combate a este tipo de cancro.
O cancro da mama, como disse à Lusa a directora da Unidade de Senologia do Hospital são Bernardo, Emília Vaz Pereira, continua a ser a causa de morte de homens e mulheres um pouco por todo o mundo, sendo que em Portugal são detectados “cerca de 4.500 novos casos por ano”.
Para a ajudar os pacientes que sofrem do cancro da mama, a Unidade de Senologia do Hospital São Bernardo, em funcionamento desde 2005, desenvolve a sua actividade ao nível do diagnóstico precoce, cirurgia conservadora, medicina nuclear, reconstrução mamária, tratamento cirúrgico e técnica do gânglio sentinela, o primeiro gânglio a receber a drenagem linfática de um tumor primário.
A referida Unidade de Senologia garante ainda a prestação de serviços de terapia sistémica, radioterapia e reabilitação, além de participar nos programas nacionais de despistagem do cancro da mama.
Segundo Emília Vaz Pereira, o cancro da mama afecta principalmente as mulheres, mas é mais agressivo quando aparece nos homens.
“O tumor maligno da mama no homem é um tumor raro, que aparece só em cerca de um por cento dos homens, mas que é mais agressivo, porque o seu diagnóstico é feito muito tardiamente”, disse.
Embora mais grave para os homens, são as mulheres que acabam mais vezes na sala de operações devido ao cancro da mama.
A directora da Unidade de Senologia do hospital São Bernardo garante, no entanto, que a Unidade de Senologia do Hospital São Bernardo já tem boa capacidade de resposta para o problema de acordo com os melhores padrões de qualidade, mas lembra que o melhor continua a ser a prevenção.
“Hoje em dia há meios de diagnóstico precoce muito eficazes e que permitem evitar situações mais graves para as mulheres”, disse à Lusa Emília Vaz Pereira, deixando um apelo a todas as mulheres com mais de 40 anos.
“Qualquer mulher a partir dos 40 anos, mesmo sem qualquer tipo de queixas, deve fazer a sua mamografia inicial e depois repetir anualmente para controlo”, disse a médica setubalense, salientando a importância da prevenção do cancro da mama.



