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Falta de acordo com a União Europeia ameaça maior exportadora de Cabo Verde

19 | 01 | 2021   09.19H

A falta de uma decisão da União Europeia ao novo pedido do Governo cabo-verdiano para derrogação temporária das normas de origem, permitindo exportar conservas para a Europa, ameaça a sobrevivência do maior exportador do arquipélago, denunciam os sindicatos.

"Sem um acordo de derrogação rapidamente, a situação é terrível. A empresa Frescomar pretende reduzir 600 trabalhadores até esta semana. Sem esse acordo para viabilizar as exportações para o único cliente, a Mercadona, em Espanha, tem de reduzir consideravelmente a atividade", afirmou hoje à Lusa o porta-voz do Sindicato da Indústria do Comércio e Serviços (SICS), Virtolino Castro.

Sem garantia de poder exportar conservas de atum, cavala e melva para a Europa, por ainda não ter sido aprovada nova derrogação temporária das normas de origem - no âmbito do Sistema de Preferências Generalizadas (SPG), que proporciona a redução tarifária em vários produtos importados pelos países da União Europeia -, a empresa Frescomar, a maior exportadora cabo-verdiana, liderada por um grupo espanhol, já despediu 104 operários desde 14 de janeiro.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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