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Centro de Arte Oliva apela a detentores de obras de Jaime Fernandes para criar exposição

21 | 01 | 2021   12.11H

O Centro de Arte Oliva quer organizar uma exposição sobre "o mais reconhecido autor da Arte Bruta portuguesa", Jaime Fernandes (1899-1969), mas com a obra dispersa por coleções não identificadas, apelou hoje ao envolvimento dos proprietários no projeto.

Segundo adianta à Lusa a direção desse equipamento cultural do distrito de Aveiro, que tem em depósito uma das maiores coleções mundiais de Arte Bruta, está a ser feito um esforço nacional no sentido de identificar colecionadores que possuam obras do autor em causa, conhecido em particular pelo filme documental de António Reis, "Jaime", mas tem sido mais fácil localizar os seus trabalhos no estrangeiro.

A diretora do Centro de Arte Oliva, Andreia Magalhães, explica: "O projeto de exposição encontrou o entusiasmo e a rápida adesão de seis colecionadores privados europeus - da Áustria, França e Suíça - e também da Collection de L'Art Brut de Lausanne, na Suíça. Já em Portugal, localizar obras de Jaime Fernandes tem sido mais difícil, porque já se passou um grande intervalo de tempo desde a exposição de 1980, na Fundação Calouste Gulbenkian, que reunia desenhos que então estavam na posse de três famílias e que hoje estarão mais dispersos".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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