'A casa dos mortos' vence Arouca Film Festival
O documentário “A casa dos mortos”, da antropóloga e realizadora brasileira Débora Diniz, venceu domingo o prémio Lousa d’Ouro, que distingue o melhor filme em competição no Arouca Film Festival.
Em 24 minutos, a obra retrata a vida dos reclusos de uma prisão de Salvador, tendo merecido também o Prémio para o Melhor Documentário, numa escolha que o director do festival, João Rita, diz reflectir “o aumento de qualidade que a edição deste ano registou ao nível dos filmes brasileiros”.
Outra película que se destacou entre as 44 de oito países que esta semana estiveram em competição no Arouca Film Festival foi “A escolha”, do realizador português Tito Fernandes, que ganhou três prémios: o de Melhor Filme Nacional, o de Melhor Realização e o Prémio do Público.
A curta-metragem “Jesús, mi Jesús”, dos espanhóis Olatz Arroyo e Charly Planell, foi considerado o Melhor Filme Internacional, numa escolha que João Rita diz que “não entra necessariamente em choque com a escolha do filme 'A casa dos mortos', que é do Brasil, para grande vencedor do festival”.
Costa Valente, presidente do júri, explica que o facto resulta da “liberdade permitida pelo regulamento” do festival. “Como 'A casa dos mortos' já ganhou a Lousa d’Ouro”, declara, “o júri decidiu que deveria atribuir o prémio de melhor filme estrangeiro a outra obra”.
“Melancholic Balad”, do português João Costa Menezes, ganhou o Prémio de Melhor Videoclip; “E.L.A. in love with a byte”, do argentino Fernando Sarmiento, o de Melhor Animação; e “Justifiy my love”, do arouquense Avelino Vieira, o de Melhor Experimental.
O Prémio de Melhor Argumento foi atribuído à curta-metragem “A audição”, realizada por Francisco Campos e Henrique Bagulho, e a Melhor Ficção foi para “Com dos años de garantia”, do espanhol Juan Parra Costa.
Na Fotografia, destacou-se “Recusa”, do português Carlos Bartilotti; na Montagem, “Territorio enemigo”, do espanhol Rodrigo Plaza; e no Som, “Lemuria”, do português José Ratinho.
O júri do festival atribuiu ainda o Prémio de Melhor Interpretação à actriz espanhola Xana Sousa, protagonista da curta-metragem “La chica del Km 142", e distinguiu com uma Menção Especial a animação “Os transformadores”, de Carlos Silva e João Paulo Dias.
A sétima edição do Arouca Film Festival teve em competição 44 curtas e médias-metragens seleccionadas entre cerca de 150 inscrições e provenientes de Portugal, Espanha, Brasil, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, Argentina e Inglaterra.
A organização do evento cabe ao Cineclube de Arouca, constituído para o efeito em Fevereiro deste ano.






