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Alegações de ligações à extrema-direita em Portugal voltam ao parlamento de Cabo Verde

28 | 01 | 2021   15.30H

Alegações de ligações em Cabo Verde à extrema-direita portuguesa marcaram hoje a sessão parlamentar cabo-verdiana, pelo segundo dia consecutivo, com a maioria MpD a referir que André Ventura assessorou o PAICV, quando o partido esteve no poder.

A acusação foi feita esta manhã pela líder parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, no poder desde 2016), Joana Rosa, durante uma interpelação sobre a política externa de Cabo Verde, depois de no dia anterior o tema da nomeação pelo Governo (MpD) do cônsul honorário na Florida, Estados Unidos da América (EUA), de um cidadão português, alegado financiador do partido português de extrema-direita Chega, ter sido fortemente criticada pela oposição.

"Afinal, o PAICV [Partido Africano da Independência de Cabo Verde, no poder de 2001 a 2016] tenta colar o MpD à extrema-direita e é o PAICV que anda de certa forma a receber assessorias da extrema-direita. Vimos que o PAICV tem recebido assessoria de André Ventura, recebeu em 2014, e temos como fazer prova em relação a esta evidência. O PAICV não tem como fugir desta questão", acusou a deputada Joana Rosa, sem concretizar mais informação sobre a ligação do partido cabo-verdiano, ideologicamente de esquerda, ao atual líder do Chega.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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