Bombeiros alertam para "elevado risco" de sinistro em sucata ilegal
Os Bombeiros Sapadores de Lisboa fizeram hoje uma vistoria a um "depósito de material sucateiro" no Alto do Pina, zona de grande densidade urbana, concluindo que o espaço compreende um "elevado risco" de sinistro e a nível de salubridade.
O alerta foi dado em Outubro pelo advogado do fiel depositário do imóvel - o número 73 da Rua Garrido, penhorado ao proprietário no âmbito de um processo cível por dívidas.
No imóvel, a que pertencem um logradouro e duas caves repletos de viaturas degradadas e resíduos, funciona uma empresa de compra e venda de peças usadas, lado a lado com prédios de habitação onde até algumas varandas das traseiras têm ferro velho ao mesmo nível.
A Polícia Municipal levantou um auto de notícia após uma fiscalização, referindo no relatório que se trata de um "operador de resíduos não autorizado".
A informação foi enviada à Inspecção Geral do Ambiente, entidade pela qual terá de passar um outro relatório, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que também já visitou o local.
Hoje, foi a vez de os bombeiros sapadores avaliarem as condições de segurança da sucata, na sequência de uma ordem judicial, e concluírem que o espaço tem de ser limpo e reorganizado.
"Não tem saídas alternativas em cada piso, há uma grande carga calorífica, há muito material altamente inflamável, como sofás, tubos de borracha, pneus, tabliês de plástico. O risco de sinistro é muito, muito elevado", adiantou à Lusa fonte dos bombeiros.
Segundo a mesma fonte, foi aconselhado a uma familiar do proprietário, que estava ausente durante a vistoria, a colocação de bocas de incêndio no piso zero (logradouro) e nas duas caves (pisos menos um e menos dois) e redes de "sprinklers" (dispositivos colocados no tecto que funcionam como um chuveiro, accionados em caso de incêndio).
Os bombeiros apontaram também a necessidade de reduzir a carga térmica e redistribuir os extintores existentes de forma mais adequada.
"A nível de salubridade há também algum risco. Isto não deve estar aqui, é um verdadeiro depósito de material sucateiro", referiu a mesma fonte.
De acordo com fonte ligada ao processo, a Câmara de Lisboa foi já notificada da situação, mas ainda não emitiu qualquer parecer.



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