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Educação

Professores avaliados com "Bom" vão chegar ao topo da carreira

16 | 12 | 2009   21.34H

Em conferência de imprensa, Alexandre Ventura afirmou que a tutela foi “absolutamente inequívoca” durante as reuniões de hoje de que a atribuição das classificações de "Muito Bom" e "Excelente" “está sujeita a quotas” e que “continua a existir” um processo de “contingentação”, através de vagas, na carreira docente.

“Os docentes a quem sejam atribuídas as menções de «Bom» têm garantida a possibilidade de atingir o topo da carreira docente”, afirmou o governante, acrescentando mais à frente: “com contingentação”.

Pouco antes, na sua declaração inicial, o secretário de Estado tinha recordado que a lei geral que hoje rege a actividade da Administração Pública baseia-se “na avaliação do mérito e na diferenciação do desempenho, assente numa lógica de quotas”, o que permitiu “pôr fim a décadas de prática reiterada de nivelamento artifical dos níveis de mérito”.

“As soluções da lei geral e em todas as carreiras revistas até ao momento assentam no necessário equilíbrio entre o direito do trabalhador à carreira e consequente progressão equitativa e as disponibilidades do Estado em assegurar a sustentabilidade financeira e material dessa evolução na carreira”, argumentou.

Segundo Alexandre Ventura, Governo e sindicatos vão ainda debater e configurar o modelo em todos os seus aspectos, com a garantia de que os critérios da contingentação (vagas) não serão uma incógnita para os professores, nem definidos 'a posteriori'.

O secretário de Estado anunciou ainda que o Governo entregou aos sindicatos um documento com um conjunto de príncipios relativos à transição entre modelos da carreira e de avaliação de desempenho.

“Os docentes não serão prejudicados nessa transição entre modelos”, afirmou.

Sobre a avaliação de desempenho, o governante garantiu que o Ministério quer fazer um acompanhamento sistemático da sua aplicação no futuro, “identificando os aspectos que careçam de aperfeiçoamentos” e introduzindo “os benefícios necessários” no ciclo de avaliação seguinte.

Quanto ao andamento do processo negocial, Alexandre Ventura considerou que as reuniões de hoje foram “um passo em frente na identificação e consolidação dos consensos que permitam chegar a um compromisso e a um acordo”.

“Não existe qualquer tipo de impasse nestas negociações”, garantiu, destacando depois algumas matérias em que já foi possível chegar a um entendimento, como o fim da divisão da carreira e o perfil do avaliador, que terá de pertencer ao mesmo grupo de recrutamento que o avaliado.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: DR
Professores avaliados com "Bom" vão chegar ao topo da carreira | © DR

3 comentários

  • São todos muita bons ... aliás o nosso ensino é do melhor que há por aí ... Calões, imcompetentes e ainda por cima acham-se "bons"?
    apocaipsis verbis | 17.12.2009 | 09.40Hdenunciar comentário
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  • Se os professores, chegarem todos ao topo da carreira, sem respeitar as vagas, isso seria um escândalo nacional. A não ser que acontecesse o mesmo, com todos os funcionários públicos, policias, militares etc, chegassem também todos a Generais.
    Caetano | 16.12.2009 | 23.48Hdenunciar comentário
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  • O problema numa sociedade como a nossa é o (jeitinho ao migo que andamos juntos nos folguedos...ou outras que tal...)
    Sem ofença os o professorado de hoje nada tem a ver com aquele que cursou aí por 1915/25...Cursos tirados em Braga aqui no Norte...
    Esses além de Professores, grosso modo, eram também pedagogos...
    4ª classe salazarista | 16.12.2009 | 23.10Hdenunciar comentário
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