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Sara Ocidental

Cidadãos do Porto apelam ao Governo para que interceda por Aminatou Haidar

16 | 12 | 2009   21.47H

“Apelamos ao Governo português para que se interesse por estar causa e faça diligências junto das autoridades marroquinas no sentido de que Aminatou Haidar possa finalmente regressar e juntar-se aos seus no seu país”, lê-se numa carta preparada pelo grupo.

Haidar exige regressar a El Aaiun, onde reside com dois filhos e de onde foi expulsa a 14 de Novembro pelas autoridades de Rabat, por omitir a nacionalidade no documento de entrada, quando regressava de uma viagem aos EUA.

A carta, dirigida ao Governo, foi distribuída hoje durante a vigília de solidariedade com a activista sariana ocidental que esses cidadãos promoveram hoje, no Largo do Bolhão, e que reuniu pouco mais de 30 pessoas.

Entre os presentes contavam-se João Teixeira Lopes, dirigente do Bloco de Esquerda, e a deputada municipal Alda Macedo, da mesma força política.

No local foi colocada uma faixa, presa a duas árvores, com a inscrição “Solidariedade com Aminatou e o seu povo” e ainda um cavalete com um retrato fotocopiado da própria activista, com a legenda “Pelo regresso de Aminatou Haidar”.

A vigília foi uma ideia de um “grupo de mulheres”, contou à Agência Lusa uma das promotoras, Paula Sequeiros, recordando que iniciativas similares tiveram lugar em Lisboa, na segunda-feira, e em Coimbra, no dia seguinte.

A acção pretendeu dar “alguma visibilidade ao caso”, tendo sido, para o efeito, contactados “diversas personalidades do Porto ligadas às artes, ciências, letras” e outras áreas.

Os escritores valter Hugo mãe, Richard Zimmler e Regina Guimarães, os médicos Albino Aroso e Júlio Machado Vaz, o advogado Mário Brochado Coelho, o músico Miguel Guedes e o artista plástico Ângelo de Sousa são alguns dos subscritores da carta.

“O que nos une é uma questão de direitos humanos. Esta mulher é uma grande resistente e estivemos com ela em 2007, no Porto” numa acção promovida pelo BE, recorda Paula Sequeiros, informando que a “carta será entregue sexta-feira no Governo Civil”.

Haidar possui “uma dignidade enorme, muito frágil e quando a conheci ela já tinha passado por vários anos de tortura e de prisão política”, destaca ainda Paula Sequeiros.

Muitas pessoas que hoje passaram pelo local onde a vigília decorreu, sempre sob a ameaça da chuva e do vento, conheciam a situação de Aminatou Haidar.

“A pessoas sabem que é uma mulher que está em greve da fome”, notou Paula Sequeiros, que se desdobrou em esforços para distribuir o maior número possível de cópias da carta dirigida ao governo português.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • 16.12.2009 | 23.06Hcomentário reprovado
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