Baixas médicas

Actual modelo visa combater a fraude

21 | 12 | 2009   14.40H

"Obviamente que isto tem a ver com o aquilo que muitas vezes acontecia. Havia algumas situações de fraude e por isso o Ministério do Trabalho tem vindo a fazer vigilância e auditorias dessas mesmas incapacidades", afirmou Ana Jorge.

A ministra comentava declarações do bastonário da Ordem dos Médicos (OM) e do presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) que, em declarações à Lusa, defenderam alterações no actual modelo.

O bastonário da OM e o presidente da FNAM concordam que o actual sistema, ao exigir que os Certificados de Incapacidade Temporária sejam emitidos nos Centros de Saúde, aumenta a burocratização do trabalho dos médicos de família e dificulta a vida aos utentes.

Questionada sobre a necessidade de proceder a alterações, a ministra da saúde disse que "este é um processo que terá de ser trabalhado com o Ministério do Trabalho" e apelou "a todos os profissionais, mas também aos utentes para que usem o CIT duma forma racional".

A ministra falava aos jornalistas à margem da assinatura de um protocolo entre a Fundação Portugal Telecom e o Centro Hospitalar do Porto - Maternidade Júlio Dinis que visa disponibilizar o serviço Baby Care.

O serviço permite aos pais de bebés prematuros ver os seus filhos a qualquer hora, a partir de um computador ligado à Internet.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: 123RF
Actual modelo visa combater a fraude | © 123RF
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