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Madeira

Jardim processa deputado socialista e DN do Funchal por alegadas "declarações caluniosas"

23 | 10 | 2007   15.49H

Na nota distribuída hoje no Funchal pelo gabinete da Presidência, o chefe do executivo madeirense critica as afirmações proferidas pelo deputado do PS/M, «que perdeu o mandato de vereador na Câmara Municipal do Funchal por não apresentação da declaração de rendimentos».

Jardim reage ao facto de Carlos Pereira «chegar ao ponto de acusar o presidente do Governo de ser 'responsável directo' por fenómenos de corrupção eventualmente existentes na Madeira, mas não identificados, nem provados pelos denunciantes».

Destaca ainda «outras declarações ofensivas, como 'cobardia', 'poder absoluto', 'pressão sobre as magistraturas', 'amedrontar as pessoas' e 'potenciar um clima de instabilidade', que não se vê».

O presidente do governo informa ainda que «solicitou também à maioria parlamentar do PSD que autorize o levantamento das imunidades parlamentares, quando esteja posta em causa a honra pessoal».

Nas últimas semanas o PS/M tem vindo a denunciar situações de considera de "corrupção" e "prosmicuidade" entre as magistraturas e o poder político regional, tendo inclusive levado um dossier ao Procurador-Geral da República.

Em declarações à agência Lusa, o director do Diário de Notícias do Funchal, Luís Calisto, considerou que este «processo faz parte do folclore da política paroquial» na Região.

«O nosso trabalho não é político, mas produzir notícias, independentemente de qualquer tipo de pressão 'a priori' ou 'a posteriori', que não nos diz rigorosamente nada», adiantou.

Luís Calisto garantiu ainda que o trabalho jornalístico efectuado pela publicação diária madeirense, «quando se trata de afirmações, são atribuídas sempre a alguém».

«Quando chegarmos a tribunal vamos responder ao que os magistrados nos perguntarem. Já estamos habituados», concluiu.

Por seu turno, o deputado socialista Carlos Pereira disse à Lusa que esta atitude do presidente do Governo Regional «não o surpreende, sendo um traço da forma como actua na Madeira».

«Trata-se de acção psicológica, no sentido de criar uma sociedade esquizofrénica, onde a auto-censura impede que as pessoas reajam aos problemas que a região tem», sustentou.

«Espero que ele demonstre a mesma força, não dê um sinal de covardia, não mande um agente judicial para tribunal», argumentou.

Desafiou o líder madeirense a «aceitar levantar a sua dupla imunidade, como presidente do governo e do Conselho de Estado, que goza há mais de 30 anos e responda em tribunal».

«Quero sublinhar que mantenho o que disse, se o presidente do Governo Regional quisesse resolver as graves situações de corrupção já o teria feito, tem condições para tal, para pôr ponto final à promiscuidade política, económica e governativa na região», declarou.

«Lamento que não demonstre que quer ver a Região crescer em normalidade. Não vale a pena sacudir a água do capote», destacou.

com Lusa

Foto: DR
DR | © DR

1 comentário

  • Quanta calúnia! Quanto falso testemunho! Na Madeira! Tudo isto! Nãooooooo! Esta Ilha é um paraíso a todos os níveis, não posso acreditar! Há ricos, muito ricos realmente, mas, é porque o merecem ser, trabalham, lutam, sacrificam-se...ou pensam que fazer política não é uma canseira!?
    Provem tudo o que dizem, ou, pensam que com a verdade nos enganam!!!
    Nani | 23.10.2007 | 17.16H
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