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Reservas de gás doméstico nas Flores estão em ruptura

29 | 12 | 2009   13.13H

"Quase todos os revendedores da ilha estão sem gás", afirmou João Paulo Corvelo, considerando esta situação "inaceitável”.

“Nesta época de Natal e de Fim de Ano, não se compreende que não haja nas Flores um bem essencial como o gás doméstico”, frisou o dirigente do PCP/Flores.

A ilha das Flores, onde se encontra o ponto mais ocidental da Europa, integra o Grupo Ocidental dos Açores e tem cerca de quatro mil habitantes.

Segundo João Paulo Corvelo, nos últimos dias, os florentinos foram surpreendidos com a falta de botijas de gás para abastecimento doméstico nos postos de abastecimento da ilha.

A ruptura de reservas, segundo este dirigente do PCP/Flores, está também a afectar as rações para os animais bovinos, o que tem provocado problemas aos agricultores, que, alegadamente, “não têm alimento para as suas vacas”.

“Há 20 anos, esta situação era comum durante o Inverno aqui nas Flores, devido aos cancelamentos das ligações marítimas por causa do mau tempo, mas hoje isto é inadmissível”, frisou João Paulo Corvelo.

Contactada pela Lusa, uma fonte da Transinsular, empresa de transporte marítimo de mercadorias, garantiu que o navio 'Sete Cidades' segue quarta-feira para as Flores com um carregamento que vai repor as reservas da ilha.

A fonte da Transinsular assegurou ainda que não houve nenhum cancelamento de viagens para as Flores nos últimos dias devido ao mau tempo.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

2 comentários

  • "Há 20 anos, esta situação era comum durante o Inverno aqui nas Flores, devido aos cancelamentos das ligações marítimas por causa do mau tempo, mas hoje isto é inadmissível". Atracar um navio como o "Sete Cidades" no porto das Lages das Flores não é como estacionar um camião TIR na garagem de um prédio, é bem pior. Este Sr. revela um desconhecimento grave das condições do vento e mar para quem vive no ponto mais ocidental da Europa. Nesta época do ano, os ventos são predominantemente Nordeste o que dificulta a manobra do Navio pois empurram-no para terra quando se aproxima do cais, e passados 20 anos os factores climatológicos continuam inalterados, embora os navios e o cais tenham evoluido. Só se atraca nestas condições devido à experiência e sangue frio dos Comandantes, o que nunca é reconhecido. Atracar nas Flores não é fácil, mesmo com boas condições de tempo e a segurança do navio e a vida dos tripulantes está sempre em primeiro lugar, embora esquecidos sempre valem mais que as botijas de gás. O problema não é o navio não poder atracar, mas sim os revendedores não se precaverem para o inverno e terem algum stock de reserva.
    DAVID MENDES | 01.12.2011 | 23.19Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • "Há 20 anos, esta situação era comum durante o Inverno aqui nas Flores, devido aos cancelamentos das ligações marítimas por causa do mau tempo, mas hoje isto é inadmissível". Atracar um navio como o "Sete Cidades" no porto das Lages das Flores não é como estacionar um camião TIR na garagem de um prédio, é bem pior. Este Sr. revela um desconhecimento grave das condições do vento e mar para quem vive no ponto mais ocidental da Europa. Nesta época do ano, os ventos são predominantemente dos quadrantes Sul o que dificulta a manobra do Navio pois empurram-no para terra quando se aproxima do cais, e passados 20 anos os factores climatológicos continuam inalterados, embora os navios e o cais tenham evoluido. Só se atraca nestas condições devido à experiência e sangue frio dos Comandantes, o que nunca é reconhecido. Atracar nas Flores não é fácil, mesmo com boas condições de tempo e a segurança do navio e a vida dos tripulantes está sempre em primeiro lugar, embora esquecidos sempre valem mais que as botijas de gás. O problema não é o navio não poder atracar, mas sim os revendedores não se precaverem para o inverno e terem algum stock de reserva.
    David Mendes | 31.12.2009 | 05.52Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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