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Viseu

Ruas dá última oportunidade a feirantes para deixarem recinto da feira limpo

29 | 12 | 2009   19.38H

Há uma semana, Fernando Ruas mostrou-se indignado com a quantidade de lixo que viu no recinto e prometeu regressar hoje, ameaçando pôr fim à feira, que se realiza todas as terças-feiras, se os feirantes não mudassem de atitude.

Hoje à tarde voltou ao recinto depois da realização da feira, acompanhado pelo presidente da associação de feirantes, Alípio Ladeira, numa altura em que uma dúzia de funcionários camarários procediam à limpeza dos sacos de plásticos e caixas de cartão que cobriam o chão.

Fernando Ruas disse a Alípio Ladeira que se tratava de um "cenário de terceiro mundo" e que Viseu não pode passar a imagem de uma cidade suja por causa dos feirantes, frisando que dos mais de 400 só entre 10 a 15 por cento são do concelho.

"Consideramos a feira um local onde as pessoas podem fazer negócio e ao mesmo tempo ajudar a economia local. A câmara disponibiliza um espaço que não é pequeno no sentido de os ajudar. Mas imaginemos que o comércio regular também fazia também isto. Não é possível", afirmou.

Neste âmbito, reafirmou: "Se eu achar que é melhor acabar com a feira de vez acabamos com a feira".

Alípio Ladeira disse estar "inteiramente de acordo", por considerar que "nenhum feirante tem autoridade para deixar o lixo" no recinto.

No entanto, atribuiu a culpa a "meia dúzia de feirantes que têm que ser fiscalizados e penalizados pelo lixo que deixam".

"A câmara tem que ter aqui alguém para ver quem são os que deixam o lixo no chão, para que sejam suspensos. A associação não tem poderes para isso", afirmou.

Neste âmbito, Fernando Ruas questionou-o se achava que "um ou dois Polícias Municipais na feira" podem ajudar a acabar com o lixo.

"Eu, junto com eles, acabo com o lixo", garantiu Alípio Ladeira ao autarca, comprometendo-se a andar durante a feira com os polícias municipais para que "aqueles que se encontrarem com lixo no chão" o apanhem logo.

Fernando Ruas disse aos jornalistas não poder aceitar o argumento que, ao acabar com a feira, está a pagar "o justo pelo pecador", lembrando que "os viseenses também não têm culpa da forma globalmente procedem" os feirantes.

"Quando eles se forem embora ficam os viseenses a arcar com este espectáculo, que não me parece que dignifique nada nem ninguém", lamentou.

Neste âmbito, considerou ser preferível ter dois polícias municipais durante a feira, do que "um batalhão de trabalhadores de limpeza" no final.

"Isto é assunto que eu não vou descurar nem um bocadinho. Todas as terças-feiras cá hei-de vir até fazer o juízo definitivo. Não tenho qualquer problema a seguir fechar o recinto e, quando resolveram aceitar as regras do jogo, que é deixar o espaço como o encontram, abrir outra vez", assegurou.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

2 comentários

  • Vergonha é a forma como uma minoria deixa a feira. Isso sim..
    Por uns podem pagar os outros.
    Jorge Sá | 30.12.2009 | 12.04Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Ora aqui está mais um ditador que não quer que a câmara tenha pessoal por sua conta em serviço de limpeza,que seja o povo que paga os seus impostos a fazer todo o serviço a sua excelência à borla.Estes gajos que levam todos os meses ordenados chorudos,querem o povo a trabalhar para eles à borla,ora seja a fazer limpeza nas praias,nas matas,separar cartão e garrafas nos vidrões e toda a papinha feita gratuitamente,para depois só mamarem.
    Tenho a impressão que este ainda vai dançar com os feirantes!
    cigano | 30.12.2009 | 04.33Hver comentário denunciado
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