Ruas dá última oportunidade a feirantes para deixarem recinto da feira limpo
Há uma semana, Fernando Ruas mostrou-se indignado com a quantidade de lixo que viu no recinto e prometeu regressar hoje, ameaçando pôr fim à feira, que se realiza todas as terças-feiras, se os feirantes não mudassem de atitude.
Hoje à tarde voltou ao recinto depois da realização da feira, acompanhado pelo presidente da associação de feirantes, Alípio Ladeira, numa altura em que uma dúzia de funcionários camarários procediam à limpeza dos sacos de plásticos e caixas de cartão que cobriam o chão.
Fernando Ruas disse a Alípio Ladeira que se tratava de um "cenário de terceiro mundo" e que Viseu não pode passar a imagem de uma cidade suja por causa dos feirantes, frisando que dos mais de 400 só entre 10 a 15 por cento são do concelho.
"Consideramos a feira um local onde as pessoas podem fazer negócio e ao mesmo tempo ajudar a economia local. A câmara disponibiliza um espaço que não é pequeno no sentido de os ajudar. Mas imaginemos que o comércio regular também fazia também isto. Não é possível", afirmou.
Neste âmbito, reafirmou: "Se eu achar que é melhor acabar com a feira de vez acabamos com a feira".
Alípio Ladeira disse estar "inteiramente de acordo", por considerar que "nenhum feirante tem autoridade para deixar o lixo" no recinto.
No entanto, atribuiu a culpa a "meia dúzia de feirantes que têm que ser fiscalizados e penalizados pelo lixo que deixam".
"A câmara tem que ter aqui alguém para ver quem são os que deixam o lixo no chão, para que sejam suspensos. A associação não tem poderes para isso", afirmou.
Neste âmbito, Fernando Ruas questionou-o se achava que "um ou dois Polícias Municipais na feira" podem ajudar a acabar com o lixo.
"Eu, junto com eles, acabo com o lixo", garantiu Alípio Ladeira ao autarca, comprometendo-se a andar durante a feira com os polícias municipais para que "aqueles que se encontrarem com lixo no chão" o apanhem logo.
Fernando Ruas disse aos jornalistas não poder aceitar o argumento que, ao acabar com a feira, está a pagar "o justo pelo pecador", lembrando que "os viseenses também não têm culpa da forma globalmente procedem" os feirantes.
"Quando eles se forem embora ficam os viseenses a arcar com este espectáculo, que não me parece que dignifique nada nem ninguém", lamentou.
Neste âmbito, considerou ser preferível ter dois polícias municipais durante a feira, do que "um batalhão de trabalhadores de limpeza" no final.
"Isto é assunto que eu não vou descurar nem um bocadinho. Todas as terças-feiras cá hei-de vir até fazer o juízo definitivo. Não tenho qualquer problema a seguir fechar o recinto e, quando resolveram aceitar as regras do jogo, que é deixar o espaço como o encontram, abrir outra vez", assegurou.





2 comentários
Por uns podem pagar os outros.
Tenho a impressão que este ainda vai dançar com os feirantes!