Bruxelas quer ir mais longe na protecção de menores nas redes sociais
A Comissão Europeia reiterou hoje o apelo às empresas gestoras de redes sociais para melhorarem a sua política relativa à segurança das crianças e jovens, apontando que foram feitos progressos nesta área, mas "há que ir mais longe".
Por ocasião do Dia Europeu de Segurança na Internet, a comissária europeia responsável pela Sociedade de Informação e Media, Viviane Reding, disse estar "contente" por muitas empresas gestoras de redes sociais terem respondido ao apelo da Comissão para que agissem - colocando à disposição dos menores ferramentas de combate aos riscos em linha e defesa da confidencialidade -, mas disse esperar "que todas elas façam mais".
De acordo com Bruxelas, ainda são menos de metade - apenas 40 por cento - as redes sociais que, por regra, tornam os perfis dos utilizadores com menos de 18 anos visíveis somente para os amigos, e apenas um terço as que responderam aos pedidos de ajuda dos utilizadores.
"Os perfis dos menores devem, por regra, ser colocados na categoria 'dados privados' e as perguntas ou as comunicações de abusos têm de obter respostas rápidas e adequadas", sublinha a Comissão, no dia em que divulgou um estudo segundo o qual 50 por cento dos adolescentes europeus divulgam informações pessoais na Internet, as quais podem permanecer em linha para sempre e ser vistas por qualquer pessoa.
De acordo com um estudo europeu realizado pela Microsoft, dois em cada três adolescentes portugueses já foi contactado por estranhos através da Internet e metade respondeu por curiosidade
A amostra, que abrangeu um total de 525 respostas recolhidas através de um inquérito on-line realizado no portal MSN (rede social) a jovens portugueses entre os 14 e os 18 anos, revela que 39 por cento acredita que é seguro partilhar informações pessoais em sites de redes sociais e quase um quarto permite o acesso às suas informações por qualquer utilizador da Internet.
De acordo com o inquérito, dois em cada três adolescentes portugueses usa ativamente sites das redes sociais, 39 por cento sente-se seguro para publicar informações pessoais on-line e quase um quarto (23 por cento) afirma revelar o nome da sua escola no perfil.



