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Peugeot Citroen

Mangualde já está a trabalhar nas pré-séries do novo modelo

09 | 02 | 2010   13.08H

A Peugeot Citroen (PSA) de Mangualde já se encontra a trabalhar nas primeiras pré-séries do novo modelo que começará a ser produzido normalmente durante o primeiro semestre deste ano, anunciou hoje a empresa.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Numa nota enviada à Agência Lusa, explica que os investimentos necessários para a industrialização do novo modelo começaram a ser feitos no segundo semestre de 2009 e, numa primeira fase, a produção abrangerá a pintura e a montagem, "sendo a ferragem feita em Vigo até meados de 2011 e as caixas transportadas por camião".

A partir dessa altura, "com os investimentos no sector da ferragem concluídos, o veículo completa na fábrica de Mangualde o processo de fabricação e de criação de valor", acrescenta.

O projeto, que totaliza um investimento de 21,3 milhões de euros, foi aprovado pelo Sistema de Incentivos à Inovação e considerado estratégico pelo Governo, que o vai apoiar em cerca de 35 por cento (7,3 milhões de euros entre subsídio a Fundo Perdido e juros sobre empréstimo reembolsável). À empresa caberão os restantes 14 milhões de euros.

Na sexta feira passada, o PCP de Viseu distribuiu comunicados à porta da fábrica de Mangualde onde acusava a administração de "terrorismo social", por obrigar os funcionários a um banco de horas que dizia ser ilegal.

Nesse dia, o PCP anunciou que o seu grupo parlamentar tinha apresentado dois requerimentos, um a questionar o Ministério da Economia sobre o destino dos novos apoios financeiros à fábrica e outra a pedir à ministra do Trabalho e da Segurança Social para travar a "escalada de ilegalidades cometidas no Centro de Produção de Mangualde".

A administração lembra que "a PSA de Mangualde é uma grande empresa, que com grande determinação tem servido a economia da região e do país há 46 anos" e que, por ser uma "grande empreendedora" e saber "aproveitar as oportunidades do mercado", investiu em 2006/2007 8,6 milhões de euros e para o triénio 2009/2011 tem em curso o projeto de investimento de 21,3 milhões para o lançamento do novo veículo.

"Apesar da violenta crise, que todos conhecem, e que feriu de morte múltiplas empresas do sector (Opel da Azambuja, Johnsons Controls de Nelas e de Portalegre, Yasaki, Alcoa, Valeo, Delphi e Leoni) a PSA de Mangualde soube sobreviver à crise e ganhar o futuro, ganhando um novo veículo para garantir a continuidade da sua actividade", sublinha na nota enviada à Lusa.

Foi neste contexto de "luta contra a crise" que diz ter estabelecido "com a anterior comissão de trabalhadores e com a subscrição individual de 90 por cento dos trabalhadores um acordo de bolsa de horas".

A bolsa de horas é "um instrumento de flexibilidade de grande alcance para os trabalhadores e para a empresa e foi um elemento de grande consistência na luta contra a crise", explica ainda, acrescentando que "a alternativa era mais 'lay-off', ou mais redução de postos de trabalho".

A administração refere que "a esmagadora maioria dos trabalhadores compreende esta medida e tem mostrado total adesão, maturidade e serenidade perante as vicissitudes dos mercados" e que "a excelência do comportamento que têm tido foi consagrada com o sucesso da obtenção do novo veículo e compensada com algumas medidas de alcance social".

"Mangualde tem todas as razões para continuar a acreditar na PSA e no seu futuro", garante, acrescentando que a empresa tem atualmente "mais de 800 trabalhadores, que espera manter ao longo do tempo".

O objetivo de vendas de 1 Janeiro 2009 a 31 Dezembro de 2016 é de 2.162.454.532 euros. Se em 2009 a fábrica produziu 34.500 veículos, este ano prevê atingir os 40.000, incluindo 7.000 dos novos modelos Citroen Berlingo e Peugeot Partner.

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