Petição on-line já ultrapassou 4000 assinaturas e vai ser discutida em plenário
A petição on-line lançada segunda-feira para pedir explicações ao primeiro-ministro sobre alegadas interferências na comunicação social conta já com mais de quatro mil assinaturas, o que obriga a que seja discutida em plenário do Parlamento.
A petição será entregue quinta-feira na Assembleia da República (AR) pelo movimento "Todos pela Liberdade", que está a convocar, através do Facebook, uma manifestação para esse dia frente ao Parlamento, pedindo aos participantes que se vistam de branco.
A página do movimento naquela rede social contava hoje com mais de 1.600 membros.
Os signatários da petição consideram que José Sócrates tem "sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião" e pedem ao primeiro-ministro que esclareça os recentes episódios sobre a sua alegada interferência na comunicação social.
Na sexta-feira, o semanário Sol transcreveu extratos do despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta em que o magistrado considera haver "indícios muito fortes da existência de um plano" em que estaria envolvido o primeiro ministro, José Sócrates, para controlar a TVI e afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz da estação de televisão.
O movimento pretende que o primeiro-ministro esclareça a veracidade das notícias que vieram a público, apelando à intervenção das entidades competentes.
Na petição, os signatários do projeto consideram "evidente que a atuação do primeiro ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão" e que "a recente publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, dão uma nova e mais grave dimensão à atuação do primeiro ministro".
O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas. No âmbito deste processo, foram constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, José Penedos, presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais, suspenso de funções pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos.





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