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face oculta

Sócrates nega ter dado indicações à PT

09 | 02 | 2010   14.49H

O primeiro ministro, José Sócrates, garantiu hoje que "nunca o Governo deu nenhuma orientação à PT para comprar qualquer estação de televisão".

Destak/Lusa | destak@destak.pt

"Todos aqueles que referem uma ligação entre Governo e PT no que diz respeito à intenção da PT de comprar a Prisa estão a faltar à verdade”, disse José Sócrates, em Cantanhede, à margem da inauguração do novo edifício do parque tecnológico Biocant.

“Eu mantenho tudo o que disse no Parlamento. E quero dizer de novo que nunca o Governo deu nenhuma orientação à Portugal Telecom para comprar nenhuma estação de televisão”, acrescentou.

José Sócrates recordou, a esse propósito, que a PT já divulgou e explicou que “há muito tempo” tinha a “intenção estratégica” de avançar para a compra da proprietária da TVI, tendo a empresa decidido fazer contactos para desenvolver o negócio.

“Isso foi totalmente independente da vontade do Governo”, garantiu o primeiro ministro.

Na sexta-feira, o semanário Sol transcreve extratos do despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta em que este considera haver "indícios muito fortes da existência de um plano", envolvendo o primeiro ministro, José Sócrates, para controlar a estação de televisão TVI e afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz. Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor da PT, e Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

No âmbito deste processo, foram constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu as funções, José Penedos, presidente da REN - Redes Elétricas Nacionais, suspenso de funções pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA. Esta é a empresa que está no centro da investigação e o seu proprietário, Manuel Godinho, é o único dos 18 arguidos do processo que está em prisão preventiva.

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