GNR: Maior preocupação em Fátima é a segurança de Bento XVI
A segurança do Papa e dos peregrinos é a maior preocupação da GNR na visita de Bento XVI a Fátima, de 12 a 14 de Maio, disse hoje o relações públicas do Comando Territorial de Santarém da GNR.
“A nossa maior preocupação é a segurança de Sua Santidade e, também, como é evidente, dos peregrinos que vêm visitar a cidade de Fátima, o santuário e vêm assistir às cerimónias”, afirmou Joaquim Nunes, no final de uma reunião de trabalho que juntou, em Fátima, representantes de 19 entidades que vão ter intervenção no decurso da primeira visita do Papa ao maior santuário mariano do país.
Confrontado se a eventual existência de uma base da ETA em Portugal é uma preocupação acrescida, o relações públicas declarou: “É evidente que é um assunto que está a ser analisado. Há ou vai haver relatórios de informações e a Guarda vai estar atenta também a esse facto”.
O responsável disse desconhecer para já quantos meios da GNR vão estar em Fátima, uma vez que esta força policial está a “iniciar a fase de reuniões para poder planear a operação”, cuja coordenação vai ser do Ministério da Administração Interna.
Joaquim Nunes assegurou, no entanto, que “o comando territorial de Santarém vai ser reforçado com as unidades que existem ao dispor do comando da Guarda para este tipo de eventos”.
“Todas as entidades que vão estar no terreno vêm preparadas para uma operação deste género e vamos ter pessoal especializado neste tipo de eventos”, acrescentou, reconhecendo que durante a presença do chefe de Estado do Vaticano em Fátima vão existir “picos mais complicados, mas ainda estão a ser avaliados”.
Já o comandante distrital de Operações de Socorro, Joaquim Chambel, adiantou que a Proteção Civil está a preparar “um dispositivo reforçado que vai operar dentro da área de Fátima desde o dia 11 até ao dia 14”, incluindo as vertentes da saúde, de socorro, de combate a incêndios e de assistência aos peregrinos.
“Estamos a preparar um dispositivo que dê resposta à cidade de Fátima cheia de peregrinos”, referiu, sem adiantar o número de elementos ou de outros meios.
Joaquim Chambel esclareceu que a operação no âmbito do socorro inclui a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), o Corpo Nacional de Escutas, “uma forte presença dos bombeiros do distrito de Santarém e dos distritos adjacentes” e também a Força Especial de Bombeiros.
Ao nível da saúde, além do posto de socorros do Santuário de Fátima, vai existir uma estrutura de saúde do INEM, da CVP e dos corpos de bombeiros.
O responsável reconheceu que “uma concentração de pessoas como aquela que se prevê para Fátima traz sempre problemas pelo acréscimo normal do número de peregrinos”, mas também perante a “possibilidade de haver algum problema que tenha a ver com alguma situação de pânico”.
O coordenador distrital classificou a visita do Papa como “um grande desafio em termos de planeamento e execução”, acrescentando que vão estar informações disponíveis em vários portais da Internet sobre a peregrinação, estando ainda garantida a sua distribuição em papel às pessoas que se desloquem a Fátima.





6 comentários
Tudo por causa das mas governações, não sei quanto tempo mais é preciso para os governantes verem que estão a fazer tudo para que os povos se revoltem e comecem uma guerra. Ate será melhor, para ver se as pessoas acordam para a vida. Na verdade isto esta a precisar de uma guerra para ver se isto endireita.
Não seria para um ataque nos dias 12 a 14 da visita do papa a Fátima.
Pensem bem.