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Trabalhadores protestam contra plano de viabilização que só mantém 150 dos 984 empregos

09 | 02 | 2010   15.23H

Os funcionários da Rohde concentram-se esta quarta feira à entrada da empresa, em Santa Maria da Feira, para contestar o plano de viabilização que propõe manter apenas 150 dos 984 postos de trabalho da fábrica.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Apontada como a maior empregadora nacional da indústria do calçado, a empresa já tinha sugerido o despedimento de 400 a 450 operários, mas em finais de novembro deu início à redação de um novo plano de viabilização, como acordado na assembleia de credores que integra apenas pessoal da fábrica, já que a Rohde não tem dívidas para com outras entidades.

Em cima da mesa está agora não só o despedimento de 834 operários, mas também a venda de todo o património da empresa para pagamento de 13 milhões de euros em direitos dos trabalhadores e, logo depois, a criação de uma nova unidade que começará por funcionar apenas com as 150 pessoas poupadas ao desemprego.

Para Fernanda Moreira, do Sindicato dos Operários da Indústria do Calçado, Malas e Afins dos Distritos de Aveiro e Coimbra, a venda de património como garantia do pagamento das indemnizações ao pessoal da fábrica é "um aspeto positivo", mas, no geral, o atual plano de viabilização da Rohde "é pior do que o primeiro".

"Além de mandar mais gente para o desemprego, deixa muitas coisas por esclarecer", justifica a sindicalista. "Não diz quais são os trabalhadores que ficam e quais os que saem, nem explica em que condições é que entram para a nova empresa as 150 pessoas que continuam em funções".

O que Fernanda Moreira sabe é que, no seu primeiro ano de atividade, a nova firma ocupará as atuais instalações da Rohde e funcionará apenas com "contratos a recibo verde". Passados esses 12 meses, a empresa terá que mudar-se para uma sede própria e, caso a consolidação da nova marca justifique mais postos de trabalho, "será dada prioridade aos antigos funcionários da Rohde".

Fernanda Moreira aguarda o agendamento da próxima assembleia de credores para discussão do futuro da empresa, mas adianta já: "Os trabalhadores estão revoltados com esta situação. Acham que este plano de viabilização é pior do que outro e que os administradores da Rohde andaram estes meses todos a brincar com eles".

A funcionar em Santa Maria da Feira desde 1975, a Rohde vem enfrentando dificuldades desde março de 2007, quando se deu a falência da sua empresa-mãe, sedeada na Alemanha.

Face a uma crescente quebra de encomendas, em 2008 e 2009 aplicou ao seu pessoal sucessivas suspensões temporárias de trabalho (lay-off), acabando por avançar para um processo de insolvência a 17 de Setembro de 2009.

3 comentários

  • ...NAO HAVERA POR AÍ ALGUEM PARA FAZER A RODAGEM AO PÓPÓ ...NUMA ESPECIE DE VIAGEM ?
    ACIDO BORICO PALHETAS... | 09.02.2010 | 17.56Hdenunciar comentário
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  • Duvido, porque Salazar só houve um, o de Santa Comba e mais nenhum . . . !
    alexandre barreira | 09.02.2010 | 17.18Hdenunciar comentário
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  • Adianta-lhes a ponta de um corno...CRISE...é crise e pronto à que aguentar até voltar um novo salvador da patria como em 1926.
    4ª classe salazarista | 09.02.2010 | 17.08Hdenunciar comentário
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