Opel pede ajuda de 2,7 mil milhões de euros a governos europeus
A Opel vai pedir ajuda estatal a vários governos europeus no valor de 2,7 mil milhões de euros para cumprir ao seu plano de reestruturação, apresentado hoje na Alemanha.
A empresa, pertencente ao grupo norte-americano General Motors (GM), necessita a garantia dos vários governos para um empréstimo de 2,7 mil milhões de euros num total de 11 mil milhões de euros que a Opel necessita para que em 2011 atinja o equilíbrio financeiro.
O presidente executivo da Opel, Nick Reilly, recusou-se a descriminar o total da verba pelos vários países europeus.
"As nossas estimativas é que toda esta operação demore várias semanas até estar completa e esperamos ter a suficiente liquidez durante este período de negociações", disse.
O ministro da Economia alemão, Rainer Bruederle, afirmou que a Opel pediu ao governo da Alemanha uma garantia de empréstimo de 1,5 mil milhões de euros, mas recusou-se a comprometer-se com a proposta do grupo GM.
"Vamos analisar cuidadosamente a operação", disse Rainer Bruederle, fazendo notar que, antes de qualquer decisão individual dos países em causa, o plano de reestruturação da Opel deve ser avaliado pela Comissão Europeia.
A General Motors já injectou cerca de 600 milhões de euros na empresa e mais 650 milhões de euros em pagamentos antecipados para estabilizar a tesouraria da Opel.
Nick Reilly não quis pronunciar-se sobre as conversações com os vários governos, mas adiantou que as negociações com o Reino Unido, Espanha, Áustria e outros "estão bem encaminhadas".
Em relação aos cortes de postos de trabalho, Reilly voltou a afirmar o que já havia dito antes: dos cerca de 48.000 trabalhadores em toda a Europa, serão suprimidos 8.300 empregos.
Só na Alemanha vão ser suprimidos 3.900 postos de trabalho, do total previsto para toda a Europa.


