Arco Ribeirinho Sul com risco moderado a elevado por tsunami
Os dados constam da cartografia de riscos elaborada no âmbito da revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML), cuja versão final deverá estar concluída em maio.
Segundo o documento, que aponta todos os tipos de risco a que a AML está exposta, os perigos de desabamentos são “mais relevantes” nos concelhos de Mafra, Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira e Setúbal, onde a área sensível varia entre 11 a 34 por cento dos respetivos territórios.
Já o risco de cheias rápidas na AML afeta mais de 10 por cento dos concelhos de Loures e Odivelas, de acordo com a versão preliminar do PROT, que lembra que as cheias rápidas podem ser mortíferas, “especialmente nas áreas densamente urbanizadas e com ocupação indevida dos leitos de cheia”.
O documento alerta para o facto de as cheias rápidas afetarem principalmente as pequenas bacias hidrográficas da Grande Lisboa, entre os concelhos de Mafra e Vila Franca de Xira, dando como exemplo, entre outras, as ribeiras de Colares (Sintra), Barcarena e Jamor (Oeiras) e os rios Lizandro e Trancão.
Na Península de Setúbal o maior risco é na ribeira do Livramento.
Já quanto às cheias progressivas, a cartografia diz que estas são suscetíveis de inundar 12 por cento do território da AML, com os casos mais graves em Vila Franca de Xira, Alcochete e Moita.
As metas PROTAML remetem para 2015 a conclusão de toda a regulamentação sobre o uso de zonas perigosas, para todos os tipos de riscos e em todos os municípios da AML.
O PROTAML abrange os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira, com uma população de 2,75 milhões de habitantes.





