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António Barreto

Governo tenta condicionar a opinião pública mas liberdade de expressão não está em causa

23 | 02 | 2010   11.29H

"Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação. Isto chama-se condicionar a opinião pública", diz António Barreto em entrevista à agência Lusa.

O investigador e presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos considera ainda que o Estado e os grupos económicos vêm, desde há década e meia, a reforçar os meios de controlo da opinião.

"Vivemos num país onde há fortíssimas tentativas de condicionamento da opinião pública, e onde os grandes grupos económicos, e o Estado, têm vindo desde os últimos 15 anos, pelo menos, a tentar aumentar os meios de controlo de controlo da opinião - e têm aumentado sempre", afirma.

No entanto, na opinião de António Barreto, a liberdade de expressão em Portugal não está em causa, com o investigador a dizer que " vivemos num país em que reina a liberdade de expressão".

"Se eu quiser falar, escrever e dizer publicamente o que quero, consigo (…) Eu sou capaz de dizer publicamente [que] o Governo está a tentar condicionar a opinião pública, e portanto tenho liberdade de expressão", defende o sociólogo.

António Barreto diz ainda que as tentativas de controlo da opinião pública são maiores em Portugal que nos outros países europeus, porque no mercado português da comunicação social a pluralidade é menor, devido ao reduzido número de grupos de comunicação.

"Tudo se concentrou, e hoje existem dois ou três grupos importantes na comunicação social, que estão relacionados com grupos económicos ou com o Estado, ou que devem ao Estado, ou que estão ligados aos bancos que estão ligados ao Estado", observa.

A Comissão de Ética, Sociedade e Cultura do Parlamento está a levar a cabo audiências sobre liberdade de expressão, depois de várias acusações ao Governo por alegadas interferências na comunicação social.

"Não é verdade que condicionar a opinião pública seja a mesma coisa que retirar a liberdade de expressão", sublinha António Barreto.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos apresenta hoje a Pordata, a maior base de base de dados estatísticos sobre Portugal de acesso gratuito e universal.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

6 comentários

  • Pois...pois...Não é vergonha é tacanhismo então...(É do Norte...) É este é aquele...? É serôdio, trolha; pacovio etc...Ora se não envergonha...vou ali e já venho...
    4ª classe salazarista | 23.02.2010 | 22.01Hdenunciar comentário
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  • Realmente liberdade de expressão existe. Basta ainda não ter aparecido a CENSURA ou o LÁPIS AZUL do Estado Novo que fazia com que antes de toda a comunicação social vir para a rua, era passada a pente fino pela PIDE. Agora, o condicionalismo da opinião pública, meu caro Barreto, é o primeiro passo para a CENSURA e a extinção da Liberdade de Expressão. Para existir uma verdadeira Liberdade de Expressão, nunca poderá existir condicionalismos de opinião pública, ou estarei a ver o filme às avessas? Além do mais, existe CENSURA em muitos on-line, nomeadamente em todos aqueles que possuem zona para comentários sobre as peças escritas, com excepção de muitos poucos, como aqui o Destak, mas também, por sua vez, há quem não goste da prosa que fala contra a cor do partido ou do clube e DENUNCIA O COMENTÁRIO. Isto também é CENSURA pura e dura!
    Viva Portugal | 23.02.2010 | 19.41Hdenunciar comentário
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  • exato. estas opinioes do sr barreto sao semnpre na hora, concordo plenamente. no fundo ninguem gosta de ouvir falar mal de si, entao todos tentamos condicionar os outros de forma inplicita ou explicita. mas no fundo ninguem consegue evitar. nem que esse alguem seja o governo con todos os meios que ten. condicionar, nao é proibir é tentar evitar, afinal como todos fazemos. so nao deve haver vitimas com ese condicionamente, pq ai..... o caso pia mais fino, somos todos lkivres e ninguem corta a raiz ao pensamento, adorei sr Barrto
    jorge monteiro-algarve | 23.02.2010 | 18.19Hdenunciar comentário
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  • É verdade, meu caro. Mas, como é sabido, aquela grande e velha expressão patriótica da "pátria ditosa minha", já foi ultrapassada há muitíssimo tempo. Portanto, ser português nunca poderá ser considerado uma "vergonha", visto que a ´"pátria ditosa" não tem nenhuma culpa . . . e a vida continua, quer queiramos, quer não ! !
    alexandre barreira | 23.02.2010 | 17.18Hdenunciar comentário
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  • Mas caríssimo António Barreto, e não sou da cor que veste mas sempre admirei as suas opiniões e compustura, então o caso Manuela Moura Guedes e Mário Crespo não são ou foram importunados pelo controlo da sua liberdade de expressão...oi o facto de ser-se comunicador de TV limita-os?...
    Não há ainda condicionalismo generalizado...mas nem com Hitler ou Estaline tal era possivel...
    Por exemplo não leio Jornais com a normalidade que o fazia antes, não vejo interesse.
    Agora repare:...( "Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação. Isto chama-se condicionar a opinião pública", diz António Barreto em entrevista à agência Lusa. ) Estas pessoas, cujo numero é impressionante, são, além do mais, improductivas de mais valia...Deus me livre vivermos num país realmente LIVRE, CULTO e OBJECTIVO.... e esta gente não tinha razão para tais serviços...Sinto-me envergonhado como homem e como Português.
    4ª classe salazarista | 23.02.2010 | 13.19Hdenunciar comentário
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  • Desculpe a expressão mas ma minha terra diz-se não é merda mas caga o cão
    jojocontra | 23.02.2010 | 12.27Hdenunciar comentário
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