Novas escutas divulgadas hoje revelam o "obstáculo" Ana Paula Vitorino
De acordo com o jornal, Ana Paula Vitorino foi pressionada pelo então ministro das Obras Públicas, Mário Lino, em 2007 e em 2009 a pôr fim ao conflito judicial entre a empresa pública Refer e Manuel Godinho e a restabelecer relações comerciais com as empresas de Godinho - Mário Lino terá dito a Ana Paula Vitorino que as empresas de Godinho «eram amigas do PS».
Ana Paula Vitorino terá sido ainda contactada por outras pessoas do PS que queriam ver Luis Pardal, presidente da Refer, destituído do cargo. Mário Lino terá mesmo considerado levar uma proposta de exoneração ao Conselho de Ministros, mas a ameaça da ex-secretária de Estado em demitir-se terá refreado o gesto.
Recorde-se que Godinho, acusado de ter roubado carris na linha do Tua e de sobrefacturar serviços, tem um longo contencioso com a Refer: o conselho de administração desta última chegou mesmo a dar ordens informalmente para que às empresas de Godinho (grupo O2) não fossem adjudicados mais concursos .
Para Godinho, Pardal só fazia isto porque tinha o apoio da tutela, a secretária de Estado Ana Paula Vitorino.
O objectivo que passa a mover Godinho e colaboradores «fica bem ilustrado no desabafo que tem numa conversa telefónica com um dos outros arguidos» no Face Oculta, escreve o Sol, transcrevendo esta escuta: «Enquanto a gaja lá estiver, é uma chatice».
O jornal cita ainda outras escutas e explica que as diligências para afastar Ana Paula Vitorino começaram em Janeiro de 2009 e durariam até ao Verão, altura em que o empresário terá percebido que o seu objectivo já não era possível de concretizar devido à iminência das eleições legislativas.





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