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Trabalhadores da Renault-CACIA suspendem greve segunda-feira

05 | 03 | 2010   18.45H

A decisão de suspender a greve de 30 minutos, a meio de cada turno, e ao trabalho suplementar para reivindicar a negociação do Caderno Reivindicativo, iniciada a 18 de fevereiro, foi tomada durante um plenário realizado hoje.

"Vamos suspender a greve na segunda, terça e quarta feira", disse à Lusa, Manuel Chaves da Comissão Sindical da Renault - CACIA, acrescentando que a administração da empresa aceitou reunir com os representantes dos trabalhadores na próxima terça feira.

Manuel Chaves mostrou-se satisfeito com o facto de a direção da fábrica de Aveiro ter decidido sentar-se à mesa das negociações, mas garante que se a reunião for inconclusiva, os trabalhadores vão "endurecer a luta".

"Se não houver nada de novo, a greve vai continuar quinta feira, mas passa a ser uma paralisação de uma hora no final de cada turno", adiantou o dirigente sindical.

A greve na Renault-CACIA, que entrou quinta feira na terceira semana, resultou da falta de resposta da administração ao Caderno Reivindicativo apresentado, que contempla um aumento salarial de quatro por cento.

"No fundo os trabalhadores não estão a pedir um aumento. Estão a pedir para repor aquilo que a empresa não deu no ano passado", adiantou Manuel Chaves, lembrando que os operários não tiveram aumento salarial em 2009, devido à crise no sector automóvel.

A direção alega, por seu lado, não ter condições para ir além de uma atualização de um por cento e mais 0,5 por cento para as evoluções profissionais, atendendo aos prejuízos do grupo Renault e da própria fábrica de Aveiro, que teve uma "margem operacional negativa de três milhões de euros".

No entanto, o diretor de recursos humanos da Renault - CACIA, Francisco Serrador, disse à Lusa que a empresa está aberta a dialogar "noutros pontos do Caderno Reivindicativo”, logo que os trabalhadores ponham fim à greve.

O mesmo responsável admitiu ainda que desde o início dos protestos, a fábrica “já perdeu algumas encomendas” e realçou que esta situação “causa prejuízos e afeta a imagem da empresa”.

Com 1100 colaboradores, a Renault - CACIA é a segunda maior unidade do setor automóvel português, logo a seguir à Autoeuropa. Produz caixas de velocidades e componentes para motores em exclusivo para a aliança Nissan/Renault.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • Esperem pela volta...seus mal aconselhados provavelmente...
    Fedencio | 06.03.2010 | 00.54Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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