Socialistas votam a favor moção da CDU contra portagens na área metropolitana
“O PS deu liberdade de voto aos seus deputados”, explicou à agência Lusa o porta-voz da bancada do partido, José Manuel Ribeiro.
O Governo assumiu que a introdução de portagens nas autoestradas tipo SCUT (sem custo para o utilizador) “é uma das prioridades” para este ano e a medida abrange, nomeadamente, as concessões Costa da Porta (A29), Litoral Norte (A28) e Grande Porto (A41/Crep).
Esta sessão da Assembleia Metropolitana, requerida pela CDU, começou pouco antes das 22:00 de sexta-feira e prolongou-se até madrugada.
Na reunião foram votadas seis moções, duas delas sobre o Orçamento de Estado e o Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) e as verbas inscritas nos dois documentos para a região.
A CDU destacou-se com quatro moções: uma contra as portagens, já referida, outra contra a privatização da ANA, a terceira exigindo o cumprimento dos prazos para a expansão do Metro do Porto e a última contra o PIDDAC para a Área Metropolitana.
A moção sobre a ANA vincava que a empresa tem obtido “bons resultados “ e acrescentava que o aeroporto do Porto tem sido “bem gerido”, pelo que não deve ser privatizado em consequência da construção do novo aeroporto de Lisboa.
A CDU e o Bloco de Esquerda (BE) ficaram sozinhos no apoio a essa moção, que foi rejeitada pelo PS, PSD e CDS/PP.
A moção sobre o Metro do Porto foi aprovada por 24 votos a favor (CDU, BE, PSD e CDS-PP), contra 23 do PS, tendo havido ainda uma abstenção.
Na moção sobre o PIDDAC, a CDU teve ao seu lado o BE e o CDS-PP, mas o documento acabou por ser chumbado graças aos votos do PS e PSD.
O deputado social-democrata Pedro Sousa fez uma intervenção de fundo sobre o PIDDAC e a sua afetação regional, sustentando que do ano passado para este as verbas destinadas à região diminuíram 84 por cento, ao passo que a nível nacional o corte foi de 30 por cento.
O PSD realçou ainda que Lisboa foi a região menos lesada entre todas, com menos 18 por de verbas.
José Manuel Ribeiro contrapôs que “os investimentos públicos realizados em quaisquer distritos e concelhos do país são promovidos por várias fontes de financiamento” - e não apenas através do PIDDAC, tendo mencionado as parcerias público-privadas, empresas de capitais públicos “e obviamente o QREN”.
“É um erro avaliar a política de investimentos do Governo na Área Metropolitana do Porto exclusivamente através do PIDDAC”, concluiu José Manuel Ribeiro.
Os deputados votaram ainda mais duas moções: uma delas, do PSD, foi aprovada por unanimidade e prende-se com “os compromisso assumidos” pelo Governo para a construção da ligação de Arouca e Vale de Cambra à A1.
O BE apresentou também uma moção, mas sobre o Orçamento de Estado, que foi rejeitada, com os votos contra do PS e a abstenção do PSD.







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