PSP defende extensão do sistema à rua de Santa Catarina
"Provavelmente, a zona de Santa Catarina terá um sistema destes, mais dia, menos dia", prognosticou o subcomissário Tiago Gonçalves.
O oficial considera que a artéria mais comercial do Porto preenche os requisitos tipificados para o recurso à videovigilância, por ser muito frequentada durante o dia e quase desértica à noite.
Admitindo que a multiplicação do policiamento eletrónico é uma questão polémica, Tiago Gonçalves contrapõe que sistemas deste tipo já se generalizaram em espaços privados "e as pessoas vivem com eles".
"É uma questão de opção e de saber adequar o policiamento às necessidades da população", acrescenta.
O oficial realça, por outro lado, a preocupação das autoridades em travar qualquer tentação dos operadores de espreitarem espaços privados através dos sistemas de videovigilância no espaço público.
Citando o caso da Ribeira do Porto, Tiago Gonçalves sublinha que o sistema, que terça feira completa meio ano de funcionamento, foi concebido de forma a barrar o visionamento do interior de qualquer habitação, através de uma janela com o estore mal fechado, ou mesmo dos estabelecimentos comerciais.
"Quando direcionamos a câmara para um determinado local aparece um filtro, cinzento, que impede o operador de visionar além do espaço público", explicou o subcomissário.





