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Videovigilância

Associação de bares defende gravação de imagens 24h/dia

08 | 03 | 2010   10.04H

Atualmente a gravação está legalmente limitada ao período noturno, entre as 21:00 e as 07:00.

"Não faz sentido esta limitação. O crime não tem hora para acontecer", disse à agência Lusa o presidente da ABZHP, António Fonseca, questionando o subaproveitamento do equipamento, tendo em conta o seu encargo.

O sistema de videovigilância da Ribeira do Porto, o primeiro autorizado em Portugal para funcionar na via pública, está ativo há meio ano, a completar na terça-feira, por iniciativa ABZHP.

António Fonseca reclamou ainda melhor iluminação pública da Ribeira, para tornar mais eficaz a videovigilância em período noturno.

As opiniões do dirigente associativo são corroboradas pelo subcomissário Tiago Gonçalves, que dirige, no Comando Metropolitano da PSP, a equipa de agentes incumbida de controlar as imagens captadas pelas 14 câmaras do sistema.

"Temos que reconhecer que este sistema [só] é válido desde que seja possível gravar e utilizar as imagens como meio de prova", afirmou o oficial.

Quanto à iluminação da zona, Tiago Gonçalves disse que "já foram feitas propostas para corrigir algumas inadequações", mas advertiu que se torna necessário melhorar também o próprio sistema de captação.

Defeitos à parte, a videovigilância da Ribeira do Porto já permitiu evitar ou sanar alguns incidentes, sobretudo agressões, "resultantes de um copo a mais ou de uma zanga entre os locais", e fornecer provas para algumas queixas-crime.

"Já temos alguns casos, uma meia dúzia, em que pediram imagens", referiu o subcomissário, que valoriza o sistema sobretudo como indutor do sentimento de segurança entre residentes e turistas.

"Veio dar maior segurança, não tanto a quem mora, porque esses conhecem como isto funciona, mas a quem aqui passa", confirmou o comerciante Rui Duarte, que, ainda assim, se queixa de falta de informação à população.

"Desconhece-se se isto é como no futebol: ou seja, se aquilo que a câmara filma tem ou não validade em tribunal", exemplificou.

Já José Gouveia, um eletricista reformado multiplicou-se em elogios ao sistema, declarando-o "uma boa opção em relação aos problemas da droga e dos assaltos", que existiam na zona.

Por sua vez, o turista catalão Ignacio Blanco garantiu que sempre se sentiu seguro em Portugal e que não se incomoda com a vigilância eletrónica.

"Venho de Barcelona onde também há câmaras", lembrou.

Dividido pareceu o croata Bortu Vlasimsky: "É o 'big brother watchting you' [o grande irmão que te vigia]. Mas, com o crescendo de criminalidade dos nossos dias, é preciso que algo nos proteja".

Tal como os visitantes, o presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau, freguesia urbana a que pertence a Ribeira, reconhece virtualidades ao policiamento eletrónico, mas considera que as 14 câmaras do sistema são insuficientes.

A propósito de uma suposta persistência de tráfico de droga em zonas fora do raio de ação das câmaras, Jerónimo Ponciano declarou: "Existam ou não, as câmaras não eliminam os traficantes. Unicamente, o que pode acontecer é mudarem de lugar".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: DR
Associação de bares defende gravação de imagens 24h/dia | © DR

3 comentários

  • é de louvar a iniciativa e so receia a videovigilancia quem comete o que nao devia na via publica, pelo que sei o pessoal que trafica droga é o maio opositor e os que com eles ganham.
    manel antonio | 17.03.2010 | 23.44Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Já agora há que lhes fazer a vontade e se eles querem Big Brother 24 horas por dia, como dizia a saudoso Samora Machel mandamos pôr mais 5 horas de noite.
    Lucifer | 15.03.2010 | 23.00Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Já agora e porque não, um "Big Brother", para entreter o pessoal . . . !
    alexandre barreira | 08.03.2010 | 14.59H
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