Banquete inglês no embaraçoso adeus portista à Europa
A última vez que o FC Porto esteve em Londres tinha perdido, mas por apenas um golo (frente ao Chelsea, a 15 de Setembro de 2009). Ontem à noite os portistas voltaram a ter uma noite negra em Inglaterra (foi o 15º jogo sem vencer).
Em vez de repetirem o feito de há seis anos, onde eliminaram o Man. United com um empate nos minutos finais em Old Trafford – ano em que foram campeões europeus –, tomaram a via mais “dolorosa”, superaram o resultado da última visita ao recinto do Arsenal, em Setembro de 2008, onde foram goleados por 4-0. Desta feita foram cinco, igualando a pior derrota de sempre na Europa, na época 1988/89, frente ao PSV (também 5-0).
A 1ª parte portista foi tudo aquilo que não poderia ser. Jesualdo Ferreira, à semelhança do que já tinha feito na Luz esta época, teve uma postura mais defensiva do que o habitual, colocando o jovem central Nuno André Coelho como trinco - fez bons cortes no início do jogo, mas o FC Porto perdeu na capacidade de guardar a posse de bola.
O Arsenal mostrou cedo ao que ia por um Arshavin majestoso. Aos 10’ uma jogada do russo sobra para o dinamarquês Bendtner (que já tinha sido carrasco da selecção portuguesa o ano passado), que não perdoou. O Arsenal já estava na frente da eliminatória.
Os portistas pareciam incapazes de mudar a sua sorte e o sofrimento aumentou 15 minutos depois, com Bendtner a bisar após passe de Arshavin.
O FC Porto melhorou com a entrada de Rodríguez na segunda parte, mas Falcao primeiro e o próprio Rodríguez depois falharam boas oportunidades. O jogo terminou para os portistas aos 63’ quando Nasri “brincou” com vários jogadores, da linha até à área, e marcou o 3º. Três minutos depois Eboué marcou o 4º e já nos descontos Bendtner fez o hat-trick de penálti.
O FC Porto saiu “vergado” num estádio com 60 mil espectadores em euforia, numa das páginas da época e da carreira na Europa mais negras de sempre e numa altura em que estão perto de falhar a qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época - algo que não acontece há muitos anos. Será o fim de uma era na Europa?
Bayern elimina Fiorentina graças a Robben
Depois de perder com algum azar em Munique (2-1), a Fiorentina mostrou-se determinada em alterar a desvantagem em Florença. Vargas e o jovem montenegrino Jovetic colocaram a equipa italiana na frente, mas van Bommel igualou a eliminatória.
Jovetic bisou dando nova vantagem à equipa da casa, mas esta durou apenas um minuto já que o holandês Robben fez o 3-2 que eliminou a Fiorentina por ter sofrido mais golos em casa do que o Bayern.
Golos:
5-0, Bendtner (90', g.p.)
4-0, Eboué (65')
3-0, Nasri (63')
2-0, Bendtner (25')
1-0, Bendtner (10')
Árbitro: Frank De Bleeckere.
ARSENAL: Almunía; Sagna, Campbell, Vermaelen e Clichy; Alex Song, Diaby e Nasri; Arshavin, Rosicky e Bendtner.
Suplentes: Fabianski, Eduardo, Walcott, Denilson, Silvestre, Eboué e Traoré.
FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira; Nuno André Coelho, Ruben Micael e Raul Meireles; Varela, Hulk e Falcao.
Suplentes: Nuno, Guarín, Belluschi, Rodríguez, Mariano González, Maicon e Miguel Lopes.





31 comentários
O FCP esta época tem equipa e jogo para ficar a meio da tabela. Nem com a fruta lá vão.
Efectivamente esta equipa do Porto tem vindo a deteriorar-se ano após ano, cada vez jogam pior, é uma equipa que não inspira confiança, quase em todos os jogos é um sufoco, sempre uma enorme tremideira, sem, garra, sem chama, atabalhoada, é uma tristeza esta equipa, O que se passou nos últimos jogos é uma vergonha, isto tinha que acontecer mais tarde ou mais cedo, só que estes erros pagam-se caro, O Porto este ano não vai á Liga dos Campeões, como tudo indica, só por um milagre é que lá poderão ir, para além dos enormes prejuízos a nível desportivo, estes ainda serão muito maiores a nível económico. Os nossos adversários agradecem esta falta de profissionalismo, ou ainda pior a ganância pelo dinheiro das transferências, os interesses desportivos deviam estar sempre acima dos económicos.
Se não forem tomadas medidas correctivas pela Direcção, o futuro do futebol no club vai ser muito negro para os portistas e concerteza muito do agrado dos nossos adversários e detractores.
O Porto terá que urgentemente resolver o problema do treinador e da remodelação do plantel para a próxima época, dado que uma grande parte dos jogadores que o compõem não tem categoria para jogar no F. C. do Porto, se quiserem manter o prestigio que alcançaram nos últimos anos.