José Lello: «É muito difícil um partido não ser multado»
O dirigente socialista salientou que a legislação "teve um mérito que é incontornável", trazendo à "política e à área partidária uma transparência, clareza e rigor que jamais teve", mas deixa de fora um "conjunto de realidades" dos atos eleitorais.
Entre os aspetos não contemplados na atual legislação estão a realização de eleições autárquicas intercalares, exemplificou, afiançando que o partido vai pagar a multa.
O PS, e os restantes partidos com representação parlamentar, e cinco grupos de cidadãos eleitores foram condenados pelo Tribunal Constitucional a pagarem multas por ilegalidades e irregularidades nas autárquicas de 2005, das quais se destaca a realização de despesas ou receitas ilícitas.
No total, em cúmulo jurídico com outras infrações, o PS terá de pagar uma coima total de 30 mil euros.
José Lello afirmou ainda que o PS deu formação aos seus funcionários e dotou as estruturas regionais do partido de Técnicos Oficiais de Contas, mas "é muito difícil que, numa pequena estrutura, dirigentes benévolos possam cumprir com toda a exatidão alguns pressupostos da lei, que são meramente formais, mas que levam a que os partidos sejam penalizados".
Uma das medidas advogadas por José Lello para evitar algumas irregularidades é a corresponsabilização dos candidatos, "para que as campanhas não tenham, às vezes, uma dimensão megalómana que leva, depois, a que os custos sejam remetidos às estruturas centrais dos partidos".
Questionado pela Lusa se o PS pondera avançar com alguma proposta de alteração à legislação para corrigir os aspetos que referiu, José Lello retorquiu que "haverá outro tempo para se resolverem esses problemas".
O dirigente socialista lembrou ainda que o "PS concorreu a mais de 320 eleições" e que há que ter em conta a "proporcionalidade" relativamente às multas aplicadas a "outros partidos, que concorreram a um número reduzido de eleições, para ver como a dimensão desta coima tem algum toque de relatividade".




1 comentário
Se Medeiros tem residência em Paris, como afirma para justificar os beneficios que reclama, nesse caso mentiu ao país quando a morada declarada para efeitos de candidatura nas legislativas foi a freguesia de Santa Catarina, em Lisboa E se reside em Lisboa, como consta do seu processo de candidata às eleições, não terá direito a estas ajudas. Medeiros deixa bem claro não passar duma pessoa com principios éticos um pouco dúbios. Fica a impressão de que a principal preocupação da mesma ao candidatar-se às eleições era sobretudo alcançar o privilégio de poder viver em Lisboa e em Paris à custa dos contribuintes Portugueses. Admira-me todo este procedimento. É uma vergonha que alguém se julgue no direito de poder abusar de todos e todos desta forma escandalosa. Não menos vergonhoso é o facto de José Lello, do PS vir defender Medeiros, ao argumentar que “inviabilizar a deslocação semanal a Paris de Inês Medeiros põe em causa a livre circulação dos cidadãoes europeus”. Somos então levados a pensar estar-se numa situação em que uma sanguessuga já habituada aos abusos desta podridão, tentar dar a mão a uma outra que planeaou aquilo que bem lhe interessava e deixou para trás o que deveriam ser os reais objectivos duma carreira no Parlamento. Ninguém impede Inês Medeiros de ir a Paris as vezes que lhe apeteça, na classe que esteja disposta a pagar. Não pode é estar a tentar forçar os portugueses a pagar as suas viagens de luxo e as suas ambições de viver entre Paris e Lisboa à custa dum país que vive na miséria. Esta falta de sensibilidade não se ajuata muito aos comportamentos duma actriz, que deveria defender, de forma honesta, a sociedade a que pertence, em vez tentar formas pouco éticas de mamar as tetas secas duma vaca quase morta. Permitir que isto aconteça, seria um insulto para todos os Portugueses e uma bofetada na cara dos poucos, poucos mesmo, politicos desta terra que ainda acreditam em mudanças positivas no sentido de salvar este barco há muito à deriva, oscilando entre um mar de corrupção institucionalizada e as margens duma estrumeira cada vez mais podre. Tentar que a actriz eleita pelo PS seja equiparada a deputada eleita pela Europa –o que não é, nem nunca foi o caso, para então forçar o Parlamento a aceitar as suas exigências, seria estar-se perante um determinado clube the descarado oportunismo e interesses pessoais que só encontraria paralelo no comportamento de alguns amigos de Salazar.